O governo fechou com a MRS a devolução do trecho Santos-Jundiaí, cremalheira inclusive, para a formação de uma nova concessionária. A moeda de troca foi a prorrogação da concessão no resto da malha (leia-se Ferrovia do Aço, Linha do Centro e Ramal de São Paulo) por um prazo ainda a ser definido. A ideia inicial era prorrogar pelo mesmo período do contrato de concessão original, 30 anos, mas os técnicos do governo querem aperfeiçoar a avaliação das duas malhas, medindo o seu valor. Com isso, o prazo de extensão deve ser consideravelmente reduzido, para 10 anos, o que venceu a resistência do Palácio do Planalto.
Existem mais duas ferrovias que chegam ao porto de Santos: a FCA, que já fez, há dois meses, um acordo de devolução dos trechos contra garantia de passagem; e a ALL, que ainda está negociando. O projeto do governo é unificar todas essas operadoras — a que se acrescentam Portofer e os futuros concessionários do Ferroanel Norte e Ferroanel Sul — e criar uma nova concessionária, através de um novo leilão, com a incumbência de executar o tráfego entre o planalto paulista e a baixada santista.
De seis concessionários — incluindo os dois que virão com os dois Ferroanéis — vamos ficar com apenas um, o que sem dúvida vai simplificar as coisas, diz Bento Lima, diretor de Engenharia da Valec, que vem trabalhando o assunto desde o ano passado junto com Bernardo Figueiredo, presidente da EPL. O acesso ao porto é hoje o principal entrave ao bom funcionamento de Santos (ver matéria Sem trem Santos pára, na edição de junho/julho da RF).
Clique no link abaixo e confira a publicação da devolução dos trechos da FCA no Diário Oficial da União:
https://revistaferroviaria.com.br/upload/FCAdevolucaoTrechos_DOU05072013.pdf
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