Jóia da arquitetura vitoriana esquecida em um bairro abandonado de Londres, a estação de Saint-Pancras ganhou vida novamente em pleno século XXI graças a um investimento de 1,2 bilhão de euros e seis anos de trabalho que fizeram da antiga construção uma catedral cheia de requinte e dedicada ao trem-bala.
Sem as luzes em neon, sem as salas de espera em que se sentia um frio glacial, a St-Pancras agora é luxuosa. Lojas populares foram substituídas por butiques refinadas, o Mc Donalds saiu e em seu lugar ficou um pub e o famoso “Hotel da Estação” será um estabelecimento cinco estrelas que só deve ser inaugurado em 2009.
“Reencontrando o prestígio das estações e das viagens de trem, nós fizemos da Saint-Pancras um destino em si. A estação vai se tornar um ponto de encontro em Londres”, comemora Mike Luddy, diretor do projeto da London and Continental Railway (LCR), a empresa que coordena o Eurostar do lado inglês da Mancha.
O objetivo da empreitada é claro: convencer a clientela mais rica a tomar um trem e não um avião. Para fazer isso, Londres já dispõe do prédio ideal: uma obra-prima vitoriana que é considerada desde sua construção, em 1868, o maior espaço fechado do mundo. O imenso vitral de 32 metros de altura também foi reformado e ganhou nova vida.
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Bombardeada durante a guerra e esquecida em um bairro abandonado, a estação precisou de uma recauchutagem geral. Sua situação chegou a um ponto tal que, nos anos 60, a demolição da construção chegou a ser cogitada.
Seis anos de trabalho e 800 milhões de libras (1,2 bilhão de euros) mais tarde permitiram aliar o romantismo do século XIX à sofisticação tecnológica do XXI: internet sem fio, vidros autolimpantes, chão redutor de barulho e interconexão com uma dezena de linhas de metrô e de trem.
Como que vigiando os movimentos, uma imponente estátua de 9 metros acolhe os 50 milhões de viajantes esperados por ano.
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