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ALL reduz número de acidentes em MS

Desde que assumiu as operações da malha ferroviária em Mato Grosso do Sul, a América Latina Logística alega ter reduzido de 220 para 57 o número de acidentes envolvendo composições – como descarrilamentos. O novo gerente de operações da Unidade sul-mato-grossense da ALL, Gerson Fabiano Almeida, em visita ao Campo Grande News, informou que a queda no total de incidentes está relacionada aos investimentos para manutenção e recuperação da via ferroviária.


A ALL assumiu a concessão ferroviária no Estado em agosto de 2006, em uma extensão de 850 km. Desde então, foram trocados 100 km da via permanente, “nos trechos que são considerados mais críticos. Foram substituídos 100 mil dormentes, e roçados 3,5 mil km²”. Almeida destacou que, ao chegar ao Estado, “A ALL pegou a ferrovia sucateada. Hoje ela é 100% trafegável, mas em velocidade baixa”, sustentou.


A média de velocidade dos trens da empresa, em toda sua extensão no País, é de até 40 km/h. Em Mato Grosso do Sul, a velocidade é menor, conforme destacou Almeida, devido a problemas ainda existentes, mas que não inviabilizam o uso da malha. As dificuldades relacionadas à segurança vem sendo contornadas, segundo ele, com investimentos na recuperação de locomotivas e vagões, e em alterações no traçado da ferrovia.


O contrato firmado com a Votorantin Celulose e Papel – para transporte da produção de celulose – inclui, por exemplo, a construção do contorno ferroviário de Três Lagoas, na extensão de sete quilômetros, que permitirá a suspensão do tráfego ferroviário na área urbana da cidade. Almeida destacou que, neste caso, conta-se com o apoio da prefeitura e do governo do Estado para execução do empreendimento.

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Investimento – Ainda sobre os projetos da ALL para o Estado, o novo gerente de operações destacou que, para atender a demanda da VCP, serão colorados em operação mais 600 vagões e 40 locomotivas, a serem adquiridos ou reformados. “Quando a ALL começou a operar no Brasil, existiam 5,3 mil vagões parados. Em um ano, conseguimos recuperar dois mil”, lembrou Almeida.


A empresa prevê, ainda, a implantação futura de novos serviços de logística, como a integração rodo-ferroviária ao longo do Estado. Tal modalidade já existe na região de Bauru/SP, permitindo a interligação modal até Corumbá e, de lá, até Puerto Quijarro (via Ferrovia Oriental da Bolívia).


Segundo Almeida, o momento é propício para o investimento no transporte ferroviário no País. Ele comparou a situação brasileira com a dos Estados Unidos. “Enquanto nos EUA o transporte ferroviário corresponde a 70% do total, no Brasil é de apenas 16%. Mas nunca tivemos um governo tão aberto para investimentos no setor como o atual”, salientou, comentando que as parcerias público-privadas podem ser uma saída para ampliar a participação das ferrovias no transporte brasileiro.


“Há dez anos, o ex-presidente Fernando Collor de Melo afirmou que Mato Grosso do Sul e Mato Grosso não se desenvolveram o suficiente devido à falta de possibilidades para escoar a produção, devido as rodovias ruins. Com a expansão das ferrovias, essas regiões irão crescer”, acredita.


Trabalhadores – Almeida também comentou as irregularidades trabalhistas registradas ao longo da malha ferroviária da ALL. Segundo ele, as empresas contratadas via terceirização para realizar obras na via têm sido orientadas a admitir funcionários obedecendo “as mesmas regras que aplicamos com ossos parceiros. Já tomamos medidas para cobrar as instituições nas quais foram detectadas irregularidades e, caso não sejam corrigidas as falhas no prazo, tomaremos medidas que podem chegar à rescisão do contrato”.

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Fonte: Campo Grande News (SP)

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