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Curitiba e SP mostram projetos na Alamys

Serão implantados em cidades com características bem diferentes, aspectos culturais, sociais e econômicos distintos, mas com o mesmo objetivo: proporcionar mobilidade e qualidade no transporte de pessoas através dos trilhos e da tecnologia metro-ferroviária. Os projetos de metrôs e VLTs de Curitiba e São Paulo foram apresentados na XXII Assembléia da Alamys, que começou no domingo, 16/11, no Mar Hotel, em Recife.


No metrô de Curitiba serão investidos cerca de $ 810 milhões, segundo o engenheiro Civil do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, Clever Ubiratan Teixeira de Almeida. O projeto foi elaborado com participação de técnicos da CBTU e da Prefeitura da cidade e vão contemplar, inicialmente, os eixos Norte e Sul, que têm maior demanda. A proposta é que o metrô tenha 22 km de linha, 19 subterrânea, um quilômetro de elevado e dois de superfície. Além de 22 estações com quatro e seis carros de passageiros, cada um com capacidade para transportar 282 pessoas.


De acordo com Clever, não será preciso fazer muitas desapropriações porque a cidade já tem espaço disponível, visto que o sistema de transporte de Curitiba é planejado desde a década de 70. Entre os benefícios da obra, que deve começar em 2010, estão a mobilidade, a redução de emissão de poluentes, de níveis de ruído e dos tempos de viagem. Com o projeto de urbanização também devem ser aumentados os espaços para pedestres, a implantação de mais ciclovias, plantação de árvores e colocação de equipamentos de play ground.


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O Plano de Expansão e Modernização do sistema de transporte público das regiões metropolitanas do Estado de São Paulo foi apresentado por Conrado Grava de Souza, do Metrô de São Paulo; e por Paulo Mário Fioretti Filho, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Conrado Grava mostrou que o objetivo é expandir o sistema sobre trilhos na Região Metropolitana para 240 km, até o final de 2010. Ampliar a frota para 131 trens, reformar a frota existente, implantar corredores novos e os sistema de transporte do VLT- Veículo Leve sobre Trilhos. Um deles vai até aeroporto de Congonhas, outro será implantado na Baixada Santista, que está em processo de licitação; e um terceiro que deve ligar Suzano a Mogi.


A CPTM quer modernizar todo o sistema para elevar o nível de qualidade do serviço, obter a redução da dependência financeira do Estado, aperfeiçoar a inserção urbana e aperfeiçoar a gestão. Uma dos projetos mais arrojados é o do Expresso Aeroporto, que vai ligar a Estação da Luz, no centro de São Paulo, ao aeroporto de Guarulhos. O VLT vai usar uma parte da linha existente e deve ficar pronto em três anos. O Expresso vai andar a 130 km por hora, sem paradas intermediárias e a idéia é que a receita desse sistema venha da tarifa paga pelo usuário em serviços de publicidade, transporte de encomendas e serviços de estacionamento. A previsão, segundo Paulo Fioretti, é que 18,7 mil pessoas utilizem o trem por dia, no primeiro ano de operação em 2010.

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Fonte: CBTU

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