A Transnordestina, futura ferrovia de cargas que ligará a cidade de Eliseu Martins, no Sertão do Piauí, aos portos do Suape (PE) e Pecém (CE), foi objeto de discussão entre a Transnordestina Logística S.A., da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e representantes de instituições públicas, entidades não-governamentais e sociedade civil. As audiências foram realizadas em Quixeramobim e Caucaia, nos últimos dois dias.
Na pauta, a exposição dos benefícios, esclarecimentos técnicos e ambientais aos moradores das áreas que serão cortadas pelos mais de 1,7 mil quilômetros da malha ferroviária estruturante — aproximadamente 500 deles no Ceará —, que terá como objetivo o transporte de aproximadamente 25 milhões de toneladas de carga por ano, ampliando o potencial do Nordeste como pólo de exportação e escoamento da produção agrícola do Cerrado.
No Sertão Central, embora Quixadá e Senador Pompeu estejam no curso do projeto, apenas representantes de Quixeramobim estavam presentes. A equipe técnica da Transnordestina S.A. apresentou esclarecimentos. Sobre o meio ambiente justificou ser do Ibama, Semace e órgãos municipais a fiscalização. Aos proprietários de áreas cortadas pela obra terá indenização do Estado. Na segurança, a malha será isolada por muros e telas de proteção.
Em Caucaia, apenas moradores e representantes do município estavam presentes. Eles ressaltaram a preocupação com o destino do “lixo” provocado pela obra. Também solicitaram mais divulgação pública.
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O diretor-presidente da empresa, Antônio Jamal, explicou que todas as informações poderão ser obtidas pelo portal eletrônico da empresa. Ele não definiu data para início das obras no trecho Sertão Central – Litoral. Espera-se os resultados dos estudos que estão sendo realizados pelos órgãos ambientais oficiais. Porém, ele assegurou que após a autorização os trabalhos serão iniciados.
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