A SuperVia – que administra os trens que se chocaram na quinta passada e mataram oito pessoas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense – contrariou o seu próprio regimento ao não gravar os diálogos mantidos entre os maquinistas.
A concessionária tem um regimento interno, o Regulamento Operacional da SuperVia, que determina a gravação de todo o áudio enquanto os trens estiverem em operação, segundo a Folha apurou. O documento foi submetido à Agetransp (agência reguladora de serviços de transportes do Rio), que o aprovou em 2004.
A SuperVia está colhendo depoimentos dos maquinistas e funcionários envolvidos na colisão para descobrir por que o áudio das duas composições não foi gravado. A gravação é também uma recomendação da agência.
A investigação que a Agetransp vem fazendo desde a última sexta-feira também vai apurar essa falha. Caso o laudo da Agetransp, que será liberado em 25 dias, constate o descumprimento, a agência multará a SuperVia em 0,01% do seu faturamento neste ano. Conforme divulgou na última sexta, a SuperVia prevê lucrar R$ 14 milhões.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
A Supervia afirmou ontem que, normalmente, seu sistema de áudio fica aberto permanentemente a partir do momento em que o maquinista entra na composição.
Seja o primeiro a comentar