A crise econômica mundial parece não ter impactado tanto o setor ferroviário do País. Em meio às turbulências mundiais, com o sobe e desce das bolsas de valores dos principais países, fabricantes de vagões anunciam a entrada em outro segmento, o de locomotivas, fazendo ressurgir uma indústria que há mais de 20 anos estava desativada. A Santa Fé Vagões, empresa do grupo ALL, é a quarta empresa a entrar neste mercado. O presidente da fabricante, Antonio Giudice, disse que no segundo semestre de 2009 lançará uma locomotiva para manobra com potência de 800 hp.
“É um mercado pouco explorado pela indústria brasileira, mas com grande demanda. As operadoras importam essas máquinas. Além disso, locomotivas como essa podem ser usadas em áreas portuárias”, disse Giudice. A locomotiva terá motor a diesel e transmissão hidráulica e terá capacidade para tracionar até 80 vagões. O executivo ressaltou que a máquina poderá ser adaptada em qualquer bitola e terá uma tecnologia que poderá ser monitorada por controle remoto.
Até agora o grande desafio para a Santa Fé, segundo Giudice, é a nacionalização dos componentes dessa locomotivas. Diferentemente de seus concorrentes, a empresa ainda não atingiu um percentual acima de 60% que permita o financiamento via Finame do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Nossa frente de trabalho agora é no sentido de aumentar o índice de nacionalização da locomotiva. Sabemos que isso é um grande fator para impulsionar as vendas das máquinas”, disse o executivo – outra locomotiva, da EIF Engenharia, tem índice de nacionalização de cerca de 80%: já a da Amsted Maxion tem 60%.
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