“Após ter acompanhado a agonia da decadência da ferrovia com projetos frustrados, hoje presenciamos um momento como nunca visto na história”, comentou Bernardo Figueiredo, diretor geral da ANTT (Agencia Nacional de Transporte Terrestre), na cerimônia de abertura do 12ª Seminário Negócios nos Trilhos, que acontece até o dia 12 de novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Figueiredo ressaltou os cinco mil quilômetros de ferrovias que estão sendo construídos, os outros cinco mil que estão em estudo e a avaliação de mais cinco mil, totalizando 15 mil quilômetros em um programa muito claro do governo.
Para Figueiredo, o projeto do TAV (Trem de Alta Velocidade), virá para mudar paradigma e resgatar o transporte interurbano de passageiros, colocando o país em outro patamar. No entanto, chamou a atenção para dois aspectos que precisam de reflexão. Esse resgate não pode ser feito apenas como o lado do romantismo em relação a uma viagem de trem e o outro aspecto é que não se podem negligenciar outros fatores de infraestrutura.
Frisou que todos os responsáveis por esse processo têm outro desafio. Além da implantação de novas linhas, é preciso o resgate da malha ferroviária existente. Reconheceu que, mesmo na cidade de São Paulo, onde se observam bons exemplos, há diversos gargalos, por exemplo, para se fazer a travessia da cidade. “A nossa malha ferroviária precisa ser remodelada. É preciso tirá-la do século passado e trazê-la para o século 21”, comentou.
Seja o primeiro a comentar