Apesar do fim da baldeação na viagem de trem em Guaianases, os passageiros de Mogi das Cruzes ainda enfrentam outras dificuldades. A lotação continua sendo uma das principais reclamações.
Diariamente são 750 mil passageiros. Entre eles, Edna Prado que pega o trem todos os dias antes das 6h, para trabalhar na região do Brás. “O banheiro aqui só abre depois das 6h. Se passar mal não tem banheiro. O jeito é ir para outra estação.”
Nas primeiras estações, o trem ainda está vazio. Em Suzano, porém, o movimento aumenta. Às vezes, de tão cheio, alguns passageiros não conseguem desembarcar na estação que precisam.
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Por causa da lotação, Elisete Souza passou mal. “Não tem condições. Eu tive que descer para voltar, tentar respirar e ir até o Brás, que é o meu destino.”
Em Guaianases, para ir ao outro lado da estação, é preciso enfrentar um caminho com muita gente na única escada.
Na Luz é preciso ficar atento para cair no vão entre o trem e a plataforma. Além disso, as escadas rolantes não funcionam a todo momento. “A escada que devia estar funcionando não está no horário de pico”, reclama Elenice do Nascimento.
Em nota, a CPTM esclarece que as escadas rolantes podem ser desligadas temporariamente para controle de fluxo de passageiros durante o horário de pico como estratégia de segurança operacional.
Sobre o espaço entre o vão e a plataforma, a CPTM explicou que isso acontece por causa do compartilhamento das vias com os trens de carga, que são mais largos e que isso deve melhorar com a separação das vias, por meio da implantação do ferroanel.
Sobre o banheiro da Estação Mogi das Cruzes, a informação é de que ele está funcionando e, caso precise é só falar com um agente de estação.
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