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Empresas investem na capacitação de pessoal

Na tentativa de suprir a carência de mão-de-obra qualificada, Simefre e ANTF firmam parceria com o Senai – O diretor-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça, destaca que, com as Parcerias Público-Privadas (PPPs) que deverão ser efetivadas até o ano que vem, haverá uma onda de investimentos. Que resultará em centenas de contratações:
— A ferrovia Guarapuava-Ipiranga, no Paraná, com cem quilômetros, deverá consumir R$ 450 milhões de investimentos. Além de um trecho de 156 quilômetros no Ferro Anel, em São Paulo, que consumirá R$ 1 bilhão em obras. Por último, a ampliação do trecho da Norte-Sul em 630 quilômetros com investimento de R$ 2 bilhões.

Na tentativa de suprir a carência de mão-de-obra qualificada, o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) e a ANTF firmaram parceria com o Senai para que cursos profissionalizantes específicos para o segmento voltem a fazer parte da grade da instituição.

— Ainda não há data definida para o início dos cursos, mas já estamos elaborando o conteúdo programático. O Senai já manteve mais de 20 escolas profissionalizantes voltadas para o setor e hoje são apenas duas, uma no Rio e outra em São Paulo — conta o presidente do Simefre, Francisco Petrini.

No Rio, a instituição a que se refere Petrini é a Escola Técnica Estadual Engenheiro Silva Freire — mantida pela Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central) e pela Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), com apoio do Senai — que está em fase de revitalização:
— O projeto inclui a construção de um centro tecnológico para formação de tecnólogos e o Trem-Escola, que vai levar educação profissional a locais que têm mão-de-obra abundante, mas não têm instituição de ensino — conta o diretor-geral, Mauro Tavares.

Brasil Ferrovias terá uma universidade corporativa – Enquanto isso, as empresas vão formando suas próprias academias. Assim como a MRS Logística, a Brasil Ferrovias (BF) — concessionária que cobre os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e que investirá R$ 500 milhões até 2006 — também criou um programa interno de formação de mão-de-obra. Até o fim do ano, serão preenchidos mil postos de trabalho.

— Ainda não há uma universidade corporativa propriamente dita, mas a empresa caminha para isso. São 50 monitores para treinar os novos funcionários. Trabalhamos no terreno gerencial, de especialistas, isto é, de engenheiros, e operacional — afirma Edson Thomaz Zilião, gerente de captação e desenvolvimento de RH da Brasil Ferrovias.

— Estamos tendo que levar profissionais de São Paulo para trabalhar na malha ferroviária do Centro-Oeste, pois já absorvemos toda a mão-de-obra possível da região — complementa Francisco Baqueiro, gerente-geral de RH da BF.

Supervia recebe 38 trens e abre vagas para maquinistas – Já a Companhia Vale do Rio Doce tem um programa de capacitação chamado Valer (Universidade Corporativa da Vale) em que são oferecidos cursos tradicionais e à distância. Entre 2001 e 2004, a companhia investiu US$1 bilhão em logística. A empresa recebe permanentemente currículos em seu site para o Programa Caça-Talentos.
E não é só o segmento de transporte de cargas que cria empregos. A Supervia, que faz transporte de pessoas por 11 municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, investiu R$ 400 milhões em infra-estrutura desde a privatização, em 1998, e está abrindo oportunidades:
— No momento, temos 30 vagas de maquinistas por causa da chegada dos 38 novos trens com ar-condicionado, previstos no Plano Estadual de Transportes (PET). Além disso, nosso quadro era muito antigo, e o processo de renovação também nas áreas de apoio tem sido constante — diz o diretor de Recursos Humanos, Luiz Espada.

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Fonte: O Globo

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