A Amsted Maxion, joint-venture de produção de equipamentos ferroviários da Iochpe Maxion e da americana Amsted, anunciou ontem a venda de 137 vagões de carga para a MRS Logística, no valor de R$ 22 milhões. A empresa também fechou com a ALL um acordo de reforma de 200 vagões, que vai gerar receita de R$ 8 milhões. Os dois contratos têm entregas programadas para o primeiro trimestre do ano que vem.
Apesar da nova encomenda, o diretor financeiro e de relações com o mercado da Iochpe-Maxion, Oscar Becker, estima que as vendas de vagões no mercado brasileiro em 2007 cheguem a duas mil unidades. Os principais clientes do setor não devem alterar seu padrão de compras no ano que vem, afirmou. As empresas, em especial a ALL, devem optar pela reforma de vagões, que são projetos mais econômicos. Segundo o executivo, a situação deverá ficar mais tranqüila em 2008, com a retomada dos investimentos da Vale do Rio Doce, o início da expansão da ferrovia Norte-Sul e as primeiras aquisições da mina Casa de Pedra (da Cia. Siderúrgica Nacional – CSN). Dessa forma, o mercado brasileiro deverá absorver entre 3,5 mil e 4 mil unidades.
Para se adequar às novas condições de mercado, a Iochpe-Maxion concluiu no trimestre a demissão de 500 funcionários da unidade de produção de trens em Hortolândia (São Paulo). Desde o começo do ano, outros 600 já foram demitidos.
A Iochpe compensa a queda no segmento ferroviário (responsável por 31% da receita líquida) com as vendas das divisões de rodas e chassis, que responde por quase dois terços do faturamento do grupo. Nos últimos três meses, a empresa fechou acordo de exportações de rodas rodoviárias para Quênia, Bielorrússia e Marrocos. O contrato vai gerar receita de US$ 4,6 milhões. A divisão também vai produzir conjuntos de estampados soldados para um novo veículo de passeio da Fiat. Esse acordo deve gerar receitas de R$ 40 milhões. Já garantimos crescimento de 10% para o ano que vem mesmo se o segmento de rodas ficar estagnado no país.
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Entre julho e setembro, a Iochpe-Maxion registrou lucro líquido de R$ 13,9 milhões, uma queda de cerca de 37% em comparação com o mesmo período do ano passado. Tal resultado foi decorrente da menor venda de vagões e de equipamentos para veículos comerciais.
No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a empresa lucrou R$ 56,3 milhões, 4,6% superior em comparação ao ano passado. A receita operacional líquida do grupo caiu 19% no terceiro trimestre, para R$ 311,7 milhões. A geração operacional de caixa no período pelo conceito lajida caiu 40%, atingindo R$ 36,4 milhões. Entre janeiro e setembro, as vendas foram de R$ 982,5 milhões, uma queda de 13% ante o ano passado.
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