Uma bomba explodiu na madrugada desta segunda-feira num trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, em Itapevi, na Grande São Paulo, ferindo gravemente um adolescente de 16 anos. Willian Costa da Silva está com 75% do corpo queimado e pode estar envolvido no ataque. Ele era a única pessoa no vagão e pulou em chamas pelas janelas. Na queda, sofreu fratura exposta do fêmur da perna direita. Está internado em estado grave no Hospital Geral de Itapevi.
O adolescente estava no último carro do trem UB 03, que por volta das 4h50 estava na Estação Engenheiro Cardoso, da linha B (Júlio Prestes a Itapevi). Os funcionários e passageiros contaram que ouviram um forte barulho e, logo em seguida, vieram as chamas – que consumiram completamente o vagão.
Essa é a segunda explosão nos últimos dias em trens do transporte público metropolitano. Na manhã de sábado, uma bomba explodiu sob um banco num vagão da Linha 2-Verde do Metrô. Apesar dos estragos no trem, ninguém ficou ferido. Os casos deixaram a Secretaria de Transportes Metropolitanos em estado de alerta.
Ações planejadas
“Depois desse ato na CPTM, percebo que estamos vivendo algo totalmente inusitado. Estamos ainda querendo descobrir qual é o recado que está sendo passado pelos criminosos. Estão mais pensando em chamar a atenção do que matar ou prejudicar pessoas. Felizmente, nos dois casos apenas uma pessoa ficou ferida”, afirmou o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Para ele, as ações foram planejadas. “Está comprovado, pelo menos nesse primeiro momento, que as duas explosões foram muito bem articuladas.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
O secretário prometeu reforçar o policiamento nas linhas nesta semana. “É obvio que agora o Gate e a Polícia Civil vão redobrar a segurança em todas as estações, inclusive com policiais à paisana. Vamos continuar com a operação até a primeira semana do ano. Vamos monitorar pacotes e sacolas. Pessoas suspeitas paradas nas estações serão observadas. Temos 3 milhões de passageiros no metrô por dia e 1,7 milhão na CPTM. Não podemos deixar nenhum pacote parado.”
A polícia ainda procura vítimas da bomba deixada sob o assento do primeiro vagão num trem perto da Estação Ana Rosa, no sábado, para que expliquem, mesmo que de forma anônima, o que aconteceu. “Foi a primeira bomba na história de 32 anos de metrô.”
Seja o primeiro a comentar