No mundo todo há subsídios, diz especialista

Não há transporte ferroviário de passageiros possível sem subsídio do governo. A avaliação é do professor de Logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. Não existe um único lucrativo em todo o mundo, afirma. PHD em Transportes pela Universidade de Illinois (EUA), o professor lembra que todos os países de dimensões continentais – exceto o Brasil – investiram em transporte ferroviário. Em todos eles, porém, é o Estado quem garante a sustentabilidade do sistema. 


Nos trens ruins, como os da Índia, ou nos muito bons, como os dos Estados Unidos, em todos eles há subsídio. O professor lembra que, na Europa, a preferência pelos trens foi uma opção política e não econômica. Os governos subsidiaram o transporte de passageiros para aproveitar a enorme malha ferroviária construída durante a Segunda Guerra Mundial. 


Transporte ferroviário – explica Resende – implica em despesas altas para manutenção e para controle de tráfego, já que os trens circulam nos dois sentidos em uma única linha férrea. O professor da FDC não vê, hoje, sentido algum numa retomada de investimentos em ferrovias. Essa era uma decisão estratégica que o governo precisava ter tomado no passado. 


Na década de 90, quando privatizou o sistema, o país optou pelo transporte de cargas em detrimento do de passageiros. Todas as concessionárias de ferrovias são controladas por empresas que têm foco exclusivo no transporte dos seus próprios produtos, como a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), que controla a Estrada de Ferro Vitória a Minas e a ferrovia Centro Atlântica (FCA). 


Para Paulo Resende, só valeria a pena investir hoje no transporte ferroviário de passageiros para áreas muito específicas nas regiões Sul e Sudeste, num modelo de Parceria Público Privada (PPP). O professor aponta apenas cinco rotas viáveis para o transporte de passageiros: regiões metropolitanas de Porto Alegre e Belo Horizonte, Triângulo Mineiro, Zona da Mata, e ligação Rio de Janeiro-São Paulo. 


Mesmo nesta última ligação, diz, a ajuda oficial seria necessária. O subsídio seria pequeno neste caso, mas ainda seria necessário. 

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Fonte: Valor Econômico

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