Fabricante gaúcho concentra linha em Guarulhos para atender encomendas de 2,3 mil unidades. A partir de dezembro deste ano, a divisão Implementos da Randon S.A., de Caxias do Sul (RS), fabricante de reboques e semi-reboques, vai concentrar toda a produção do modelo canavieiro na filial de Guarulhos, em São Paulo. A capacidade instalada será de 14 unidades diárias.
Atualmente, são produzidas entre cinco e seis unidades/dia em Caxias do Sul e o mesmo número em São Paulo. A produção das bases e peças continuará sendo feita em Caxias do Sul.
A transferência vai exigir investimento da ordem de R$ 4,4 milhões, incluindo a transferência da montagem e pintura, confecção de pallets para transporte de peças em CKD, e mais a parte de logística, revisão e entregados produtos aos clientes.
Biodiesel – De acordo com o diretor executivo da Randon Implementos, Norberto Fabris, o total de encomendas dos modelos canavieiros ultrapassa 2,3 mil unidades. Algumas entregas estão programadas para agosto de 2008. “Nós já vínhamos pensando na expansão da filial de São Paulo. O que acelerou, de fato, foram os anúncios de investimentos em novas usinas de biodiesel”, conta Fabris.
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No primeiro semestre deste ano, a empresa adquiriu um terreno com área de 58 mil m², ao lado da área atual (que possui cerca de 50 mil m²) por R$ 6,5 milhões. Foram 18 meses de negociações. A frente do imóvel também está localizada na rodovia Presidente Dutra. Uma parte do novo terreno já está sendo ocupada, servindo para o armazenamento dos produtos já concluídos.
Crescimento de 10% – “A nossa leitura é a de que em 2008 o mercado interno continuará na mesma balada. Dependendo do número de dias úteis de cada mês, nós devemos fazer algo próximo de 300 unidades de canavieiros mensais no próximo ano”, estima o diretor executivo da Randon.
Pelos seus cálculos, o setor vai encerrar 2007 com a produção de 4,5 mil canavieiros, sendo que a participação da empresa gaúcha é de 35%. “Ano que vem vamos trabalhar para manter esta fatia”, diz Fabris. “O mercado total de implementos deverá crescer 8% em 2008 e o de canavieiro, em particular, 10%”, prevê.
Em um cenário de cinco anos, Fabris não descarta a possibilidade de injetar mais recursos para a ampliação da filial paulista. “A decisão não está tomada, obviamente, porque depende da conjugação de diversos fatores, mas já temos espaço físico para atender demandas futuras”, observa. “É mais lógico deixar os canavieiros em São Paulo, em função da concentração dos clientes no oeste paulista, além do norte do Paraná, e do centro-oeste”, conta o executivo.
Contratação – A unidade de Guarulhos continuará montando os modelos furgão carga geral, sider, carrocerias para bebidas e a linha de instalação do terceiro eixo para os chassis da Scania. Atualmente a unidade paulista tem 550 trabalhadores, mas até o final do ano serão incorporados mais 230, cuja primeira etapa será a de treinamento. O faturamento da filial está dentro da Randon Implementos S.A, que, em 2006, registrou receita bruta de R$ 1,1 bilhão. Para este ano, a companhia projeta R$ 1,3 bilhão.
Vagões ferroviários – Depois de um ano relativamente fraco, em 2006, e um totalmente fraco, em 2007, com produção de aproximadamente 700 unidades, a procura por vagões ferroviários começará a reagir a partir de 2008, na visão do diretor executivo da Randon. Diante do número de consultas e interesses já manifestados, ele calcula que o mercado interno poderá atingir a marca de três mil unidades já a partir do próximo ano.
As necessidades estão centralizadas por vagões para o transporte de granéis, seguido por vagões para cereais e carga geral, mineração e de tanques para transporte de combustíveis e óleos vegetais.
O diretor executivo estará hoje em São Paulo, participando de uma feira direcionada ao setor ferroviário, onde a Randon participa do evento. Fabris pretende estreitar o relacionamento com representan
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