Vagões estavam carregados com farelo de soja e seguiam para Santos. Foto: Fabiano Maia.Um descarrilamento com seis vagões tombados interrompeu, a partir das 14 horas de ontem, o tráfego de trens entre Jundiaí e Campinas, no bairro Estação do Horto, ao lado da represa da DAE. A MRS Logística, responsável pela malha ferroviária abriu sindicância para apurar as causas do acidente. Uma composição com 55 vagões seguia de Pederneiras para o Porto de Santos.
Cada um dos seis vagões estava carregado com 80 mil quilos de farelo de soja, o que equivale a três carretas. Ninguém saiu ferido. A carga se espalhou pelo matagal, às margens da Avenida Navarro de Andrade. De acordo com um vizinho, na hora do acidente foi um “estrondo grande”. Um outro morador contou que tem ligado na Estação de Jundiaí para denunciar furtos de “grampos” de ferro durante a madrugada. “Mas ninguém dá bola. Estão levando tudo para vender em ferro-velho”, disse.
Engenheiros da empresa que vistoriavam o local do acidente não quiseram comentar sobre a hipótese levantada pelo morador do bairro. Um engenheiro disse que tudo será investigado.
Liberação da via – A previsão dos técnicos da MRS é de liberar a linha férrea até o final da tarde de hoje. Ontem à noite um guindaste seria instalado no local para a retirada dos vagões, para permitir a reconstrução da linha. Os funcionários da MRS descartaram má conservação da via, uma vez que o trecho havia passado por manutenção há pouco tempo.
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O tráfego de trens foi prejudicado por causa do acidente. Uma composição que estava em Campinas teve de “estacionar”, já que não tinha condições de seguir rumo ao Rio de Janeiro. Cerca de 40 vagões que estavam intactos após o acidente de ontem seguiram para o Porto de Santos. Os acidentes ferroviários na cidade não são comuns. Em cinco anos ocorreram apenas dois, sendo um no Parque Centenário e o outro na região da Favela da Fepasa.
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