Começou nesta terça-feira (13/11), na França, a maior onda de greves contra o pacote de reformas, especialmente do sistema de aposentadoria, anunciado pelo presidente Nicolas Sarkozy.
Nesta terça-feira à noite, os ferroviários iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado. Nesta quarta-feira (14/11), os funcionários das estatais do setor energético e funcionários dos trens suburbanos de Paris aderem ao movimento. Na próxima semana, os professores e funcionários públicos também pretendem parar.
Sarkozy, que nesta terça-feira falou sobre a crise da União Européia no Parlamento Europeu, onde propôs um plano de defesa do bloco contra os efeitos negativos da globalização, deverá ter a primeira prova de fogo de seu governo, mas avisou que não desistirá das reformas liberais.
Na Alemanha, os maquinistas voltam a paralisar o transporte ferroviário de cargas, nesta quarta-feira. A partir de quinta-feira, também os trens de passageiros devem parar em todo o país.
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O Sindicato dos Maquinistas Alemães (GDL) pede um acordo coletivo exclusivo para a categoria e um aumento salarial de 31%, que representaria custos adicionais entre 163,6 milhões de euros e 250 milhões de euros à folha de pagamento da companhia Deutsche Bahn.
O prejuízo causado à economia alemã pela greve é estipulado em 50 milhões de euros por dia. Segundo cálculos do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW), a paralisação dos trens de carga causa em poucos dias causaria mais prejuízos do que custaria durante um ano o aumento salarial de 31% para os 20.800 maquinistas sindicalizados no GDL.
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