A Anglo American informou que vai investir US$ 16 bilhões em dez anos nos projetos Minas-Rio e Amapá -que vai adquirir da MMX Mineração e Metálicos- para atingir a produção de 100 milhões de toneladas por ano de minério de ferro no Brasil. Com isso, empresa espera produzir 150 milhões de toneladas por ano do minério no mundo e chegar a 10% de participação no mercado.
A empresa assinou na semana passada um contrato preliminar com o empresário Eike Batista, dono da MMX, para a compra dos ativos, que pode chegar a R$ 5,5 bilhões. Atualmente, a Anglo produz 31 milhões de toneladas/ano de minério de ferro e tem 3% de participação do mercado global.
“Os projetos Minas-Rio e Amapá iniciaram sua produção em dezembro, o que representa uma posição importante para a empresa no sentido de aumentar a participação no mercado mundial de minério de ferro, aliados à expansão do projeto Kumba na África do Sul”, disse a diretora-presidente da Anglo, Cynthia Carroll. A capacidade de produção anual do Minas-Rio é de 26,5 milhões de toneladas, e a do Amapá, de 6,5 milhões de toneladas.
Segundo a executiva, a meta de produção de 150 milhões de toneladas/ano será formada por 100 milhões de toneladas provenientes do Brasil (do Minas-Rio) e 50 milhões de toneladas ou mais da África do Sul. “Em 2017, teríamos atingido essa meta ou em data anterior, já que estamos sempre observando outras oportunidades”, acrescentou. Cynthia disse que, adquirindo a operação de Amapá, a Anglo poderá tirar vantagem dos preços mais altos no mercado de minério de ferro.
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