A ALL (America Latina Logistics) divulgou nesta quinta-feira um crescimento de 10,1% em 2007 nas operações de transporte de carga na América Latina, onde é líder. Mesmo com a redução da tarifa média de 5,3%, a empresa teve um faturamento líquido de R$ 216 milhões no ano passado, ante prejuízo de R$ 135 milhões em 2006.
Bernardo Hees, diretor-presidente da ALL, atribui a alta em 2007 ao forte crescimento do setor de cargas de retorno de produtos como fertilizantes, calcário e trigo, em especial, no quarto trimestre.
“O período de setembro a dezembro é, tradicionalmente, o mais fraco do ano, por causa da entressafra de grãos. Mas crescemos cerca de 20% em relação ao mesmo período de 2006”, afirma Hees.
Segundo ele, o crescimento nas operações latinas só não foi maior por conta da crise energética da Argentina. “Eles (Argentina) puxaram o crescimento para baixo. Sem energia, o porto de Rosário (o mais importante) só operava em dois turnos, e ficávamos sem descarregar nas madrugadas.”
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Hees argumenta que a crise argentina já foi superada e, em 2008, a ALL deverá crescer, no consolidado, cerca de 14%. Após a aquisição da Brasil Ferrovias, em 2006, a ALL já investiu R$ 650 milhões em melhorias de trilhos — foram 30 mil toneladas, o equivalente a 650km — e a reforma de 1.800 vagões. Mais R$ 700 milhões, diz Hees, devem ser investidos até dezembro deste ano, verba destinada a reforma de outros 1.200 vagões e a compra de 250 tanques.
O investimento privado leva em conta também a concessão para utilização do trecho Rondonópolis-Alto Araguaia (malha norte), que é uma das metas de investimento em infra-estrutura do PAC (Pacote de Aceleração do Crescimento) do Governo Lula. “Queremos fechar o acordo ainda no primeiro trimestre deste ano”, prevê Hees.
Ao todo, a ALL opera 21 mil quilômetros de ferrovias cruzando Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, além de 1.050 locomotivas e 30 mil vagões.
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