O projeto de integração ferroviária de passageiros entre os municípios de Juazeiro e Crato, executado pela Secretaria da Infra-estrutura (Seinfra), por meio da Companhia de Transportes Metropolitanos (Metrofor), continua avançando na sua implantação. Serão nove estações e 13,6km de extensão. A via permanente, que vai da estação Fátima, em Juazeiro do Norte, à estação do Crato, está orçada em R$ 9.941.000,00 e deve ficar pronta em junho deste ano. Na terra do Padre Cícero estão sendo construídas as estações de Fátima, Juazeiro, São Pedro, Teatro e Padre Antônio Vieira. No Crato serão implantadas as estações São José, Muriti, Padre Cícero e Crato.
O investimento foi de R$ 3.796.000,00 acrescidos de mais R$ 700.000,00 referentes à manutenção dos carros por 24 meses. Os trens terão tração diesel hidráulica mecânica. A velocidade máxima operacional será de 60km/h.
O sistema contará ainda com uma oficina de manutenção e um Centro de Administração e Controle de Trens. Nas obras de vias e edificações, está prevista, além da remodelação da via permanente, a implantação de passagens de nível, de cruzamentos e pátio de manobras; implantação das paradas. Os investimentos nestes itens são de R$ 2.200.000,00.
Enquanto muitos moradores da região aguardam com expectativa o início da operação do Trem do Cariri, famílias residentes no bairro Santa Luzia se sentem isolados com o fechamento da principal rua de acesso ao Centro da cidade, com a inclusão dos trilhos.
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Depois de alguns anos de abertura da rua e sem a perspectiva de reativação de um trem, os moradores nem se preocupavam com o fechamento da Rua Vicente Tavares Bezerra que dava acesso ao Centro da Cidade pela rua Almirante Alexandrino. Agora, com a instalação do trilho, as duas ruas estão separadas.
Há 40 anos morando na área, o proprietário de oficina mecânica, Francisco Inglês dos Santos, diz que sente desvalorizado, junto com os moradores de sua rua, por não ter sido ouvido nas reivindicações. “Agora, a única rua que nos oferece acesso ao Centro só tem espaço para a passagem de um veículo e atende às duas mãos”. No quarteirão seguinte é contramão, nas proximidades do Centro Cultural do Araripe, noutra saída, fica proibido o trânsito de veículos.
Seu Inglês, como é conhecido pelos moradores da área, afirma que já foi feito um abaixo-assinado solicitando a reabertura da rua. Os moradores estavam acostumados com o acesso. Ele também se preocupa com chuvas. “Se chover muito, o pessoal que mora mais em baixo vai sofrer com a inundação na área”, alerta.
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