Vale tem até março para fazer oferta

A Companhia Vale do Rio Doce tem prazo até dia 21 de março para oficializar uma proposta de compra pela mineradora anglo-suíça Xstrata, de acordo com as normas do Takeover Panel UK, órgão regulador de fusões e aquisições do Reino Unido. A Vale listou a operação no Panel em 21 de janeiro, mesmo dia em que comunicou ao mercado brasileiro manter entendimentos com a Xstrata.


A partir do momento em que se registra no Takeover Panel, a empresa ofertante – no caso, a Vale – tem até dois meses para apresentar uma oferta detalhada. Se não se manifestar no período, terá de ficar seis meses sem se aproximar da Xstrata.


A listagem no órgão regulador britânico é obrigatória para ofertas de aquisição de empresas que têm ações negociadas na Bolsa de Londres, como é o caso da Xstrata. O registro independe de a oferta ser feita em dinheiro, em ações ou um misto dos dois, como deve ser a proposta da Vale. De modo geral, o Panel pouco interfere no andamento destes negócios, a não ser que a empresa ofertada venha a ser alvo de especulações, como aconteceu com a anglo-holandesa Corus, disputada no fim de 2006 pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e pela Tata Steel. Mais recentemente, em dezembro, a mineradora anglo-australiana Rio Tinto solicitou ao Panel que obrigasse a mineradora BHP oficializasse uma oferta com data-limite, que expirou em 6 de fevereiro.


Há regras também para o processo pós-formalização da oferta. Primeiro, a empresa alvo da aquisição deve indicar seus consultores financeiros e, depois, convocar uma reunião do conselho para indicar aos demais acionistas se considera a oferta boa ou não. Isso tem de ser feito em no máximo dois meses depois da formalização da proposta.


Enquanto aguarda a palavra final do governo brasileiro e do conselho de acionistas da Valepar, sua controladora, a Vale está “negociando números” com a Xstrata, como apurou o Valor. A multinacional brasileira já assegurou até US$ 50 bilhões com um consórcio de bancos para financiar sua oferta em dinheiro nesta operação, que deve ter também parte substancial do pagamento em ações PNA. A Vale, segundo fontes do setor, estaria pouco inclinada a pagar US$ 90 bilhões pela Xstrata, segundo avaliações iniciais. A empresa estaria tentando fazer uma oferta entre US$ 75 bilhões a US$ 80 bilhões. Com isso, seriam reduzidas as chances de a Vale perder seu grau de investimento – classificação dada pelas agências de rating que indica baixíssimo risco.


As recentes turbulências vêm reduzindo o valor de mercado das empresas, mas segundo agências internacionais, a trading suíça Glencore, controladora da Xstrata, tem insistido em levar um prêmio alto por sua fatia de 35%. Para especialistas da área de mineração, porém, um acerto entre Vale e Xstrata é visto como “inevitável”.


O comportamento do mercado de commodities metálicas também pode influir no preço da Xstrata, que acrescentará à Vale maior volume e expertise em cobre e carvão térmico, ambos em alta. A empresa é a quarta maior produtora de cobre do mundo, com minas localizadas na Austrália, Chile, Peru, Argentina e Canadá. No primeiro semestre do ano passado, o cobre respondeu por 42% do fluxo de caixa descontado (Lajida) da anglo-suíça. O preço do metal está subindo este ano, já tendo acumulado alta de 16,9%.


Como maior exportadora de carvão térmico do mundo, a Xstrata também será beneficiada com o reajuste do preço deste minério em 2008. Ainda em fase de negociação entre consumidores e produtores, a expectativa de analistas do JP Morgan no curto e médio prazo é de alta para os diversos tipos de carvão, tanto o térmico (usinas termelétricas), quanto o metalúrgico (usado na siderurgia), devido ao desequilíbrio entre oferta e demanda. O banco americano prevê um déficit de 2 milhões de toneladas de carvão térmico este ano. O gap, influenciado pelo crescimento da demanda indiana e pelos gargalos na infra-estrutura, levou o JP Morgan a rever sua projeção de preço

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Fonte: Valor Econômico

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