A MMX, braço de mineração do grupo EBX, foi ao mercado ontem tentar acalmar o ânimo dos investidores, após sua subsidiária de logística, LLX, ter informado, na sexta-feira, que havia suspendido o projeto do Porto Brasil, complexo que deverá ser erguido em Peruíbe, litoral de São Paulo.
Durante teleconferência com analistas, a empresa afirmou que se mantém otimista, que não revisará seus investimentos e que não possui posição alavancada de hedge (proteção) cambial.
Esta foi a segunda vez que empresa do grupo EBX, de Eike Batista, envia mensagem pública ao mercado após o início do desespero nas bolsas mundiais.
O comunicado sobre a suspensão do projeto Porto Brasil veio poucos dias depois de Batista afirmar, durante evento no Rio, que estava confiante e que suas empresas não revisariam investimentos.
Durante a teleconferência de ontem, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da MMX, Nelson Guitti, afirmou que a empresa não está com problemas de crédito e conta com recursos próprios para seus investimentos nos próximos anos.
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Estamos felizes de preservar nosso caixa para executar nosso plano de investimento, afirmou Guitti. De acordo com o diretor, os investimentos mais pesados a serem feitos pela empresa, na unidade de Corumbá, encerram-se neste mês, o que deixa a MMX menos pressionada na busca por financiamento no curto e médio prazos.
Nossa produção para 2009, 2010 e 2011 está garantida graças aos investimentos feitos este ano. Só precisaremos buscar financiamento para a continuidade do ramp-up (curva de crescimento da produção) a partir de julho de 2011, afirmou.
Perguntado sobre a estratégia de proteção da empresa contra a oscilação cambial, o diretor argumentou que a MMX não trabalha com qualquer tipo de alavancagem por ter 100% de sua receita em dólar, o que a coloca numa posição de hedge natural.
O executivo citou, ainda, que o caixa vem sendo reforçado pela produção de minério em Corumbá, que foi recorde em agosto e setembro .Devermos manter este ritmo até o fim do ano, acrescentou ele.
O executivo frisou que a empresa tem cumprido integralmente todos os seus cronogramas, com todos os projetos sendo entregues no tempo e no orçamento estimados.
Guitti manteve projeção otimista para o reajuste do preço do minério de ferro para 2009. A MMX trabalha com cenário de preços do Credit Suisse, com aumento de 20% no ano que vem, disse ele.
Em relatórios recentes, alguns analistas afirmaram que o produto poderá ter seu preço mantido ou, até mesmo, reduzido nas próximas negociações.
Notícia publicada no dia 07/10
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