O Ministério Público do Estado de São Paulo denunciou nesta segunda-feira mais uma pessoa pelo desabamento nas obras da estação Pinheiros do metrô de São Paulo, que causou a morte de sete pessoas no dia 12 de janeiro de 2007. O engenheiro Celso da Fonseca Rodrigues, do Consórcio Via Amarela, foi denunciado por homicídio culposo (sem intenção). Ao todo, 14 pessoas respondem ao processo pelo acidente.
A denúncia foi feita por Arnaldo Hossepian Junior, segundo promotor de Justiça Criminal de Pinheiros. De acordo com a promotoria, a juíza da 1ª Vara Criminal de Pinheiros, Margot Chrysóstomo Correa Begossi, já acatou a denúncia do Ministério Público e incluiu o engenheiro como 14º réu no processo.
Ainda segundo a promotoria, Rodrigues gerenciava e coordenava a atuação de todos os engenheiros do Consórcio Via Amarela envolvidos na construção da Linha 4-Amarela. Ele é acusado de negligência em dois momentos: por ter deixado cobrar esclarecimento de seus subordinados sobre as alterações no plano de execução da obra e por aceita que a obra se desenvolvesse sem a elaboração de um plano de ação de emergência destinado à evacuação do entorno em caso de risco iminente de ruptura, informa a promotoria, em nota.
Outro lado
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Por meio de nota, o Consórcio Via Amarela informou que vê com serenidade a denúncia do Ministério Público. O órgão diz ainda que entende que a Justiça é o foro imparcial e adequado para julgar o caso após a apresentação de provas documentais, materiais e testemunhais que serão feitas oportunamente.
Acusados
O desabamento nas obras aconteceu no dia 12 de janeiro de 2007, matando sete pessoas: três que iam a pé para a estação de trem, duas que estavam em uma lotação engolida pelo buraco, um office-boy que circulava pela região e um motorista de caminhão que estava na superfície do canteiro.
O principal nome denunciado –o engenheiro Fábio Andreani Gandolfo– era, naquela época, diretor do Via Amarela responsável pelo contrato.
Os integrantes do consórcio e do Metrô foram acusados pelo Ministério Público Estadual de negligência e de imprudência, com a argumentação de não terem tomado providências que poderiam evitar a cratera.
Eles foram enquadrados pelo promotor Hossepian em artigos do Código Penal que tratam de desabamento seguido de morte —homicídio considerado culposo (sem intenção).
A maioria dos acusados é de técnicos, como engenheiros, projetistas e fiscais. Nenhum membro da direção do Metrô foi alvo da denúncia.
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