33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Vale vai além do cobre em Moçambique

A Vale do Rio Doce poderá se tornar também uma grande geradora de energia em Moçambique, além da mais importante mineradora de carvão mineral do país, com a operação de uma mina no distrito de Moatize, cuja instalação começa hoje. O governo moçambicano estima que a empresa brasileira investirá até US$ 2,8 bilhões na construção de uma térmica movida a carvão, a ser erguida em três ou quatro fases, com potência para gerar entre 1,5 mil megawatts (MW) e 2 mil MW. A informação foi passada pelo ministro de Energia, Salvador Namburete, pela ministra de Recursos Minerais, Esperança Bias, e pelo diretor do CPI (Centro de Promoção de Investimentos), Rafique Jusob.


A mina de carvão da Vale, com capacidade para 11 milhões de toneladas e investimento superior a US$ 1,3 bilhão, tem previsão de ficar pronta em dezembro de 2010. Está desenhada para produzir 8,5 milhões de toneladas de carvão metalúrgico, usado na fabricação de aço, e 2,5 milhões de toneladas de carvão térmico, com finalidade para geração elétrica. Boa parte deste tipo de carvão seria a matéria-prima para a termoelétrica.


Por meio da assessoria de imprensa, a Vale informou que “existe um projeto para uma térmica em Moçambique, mas que está ainda na fase de avaliação”. Observou que, “portanto, nenhum número relativo a cronograma ou investimento está definido”. A companhia acrescentou que o projeto será ainda enviado à apreciação do conselho de administração.


O ministro de Energia disse que esse investimento faz parte de um pacote que prevê triplicar a capacidade de geração de energia do país, atualmente de 2,3 mil MW. A maioria da energia seria exportada para países vizinhos, principalmente para a África do Sul. O país vizinho já compra expressiva quantidade da energia gerada na hidrelétrica de Cabora-Bassa, retomada dos portugueses em 2007 por US$ 950 milhões. Outros interessados no insumo são a Namíbia, o Zimbabúe e Botsuana, além do próprio país.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

Moçambique se beneficiaria com esses empreendimentos tanto na disponibilidade de energia para atrair investimentos de indústrias eletrointensivas, como fundições de alumínio, de ferro-ligas e fábricas de cimento, quanto na geração de divisas com a venda aos países da região, que convivem com déficit de oferta. Hoje, o país já recebe cerca de US$ 300 milhões ao ano com o excedente exportado de Cabora-Bassa.


Além do projeto da Vale, Namburete mencionou uma térmica da australiana Riversdale, estimada em US$ 1,5 bilhão, e duas novas hidrelétricas. Uma delas, em estágio de estudos avançados, é tocada pelo grupo brasileiro Camargo Corrêa. A outra refere-se à construção de Cabora-Bassa Norte, que encontra-se na fase de estudos e foi preliminarmente orçada em US$ 1 bilhão.


O projeto da Camargo Corrêa no rio Zambesi – segundo maior da África – está previsto para gerar 1,5 mil MW, podendo atingir 2,3 mil MW numa segunda etapa. A hidrelétrica de Mphanda Nkuwa, segunda informação do grupo, tem investimento previsto nessa primeira fase de US 1,5 bilhão e o projeto encontra-se na fase de estruturação do Project Finance. Está prevista a venda de cerca de 70% a 80% da energia para o mercado sul-africano. No momento, a Camargo negocia um contrato de pré-venda (o PPA) com a Eskon, companhia elétrica da África do Sul. Associado à usina, há uma linha de transmissão de mais de 1.200 quilômetros, orçada em US$ 1 bilhão de investimento adicional.


Com a mina de carvão de Moatize, a Vale busca tornar-se também uma empresa global no negócio de carvão, assim como suas rivais em minério de ferro – as australianas Rio Tinto e BHP Billiton. Esse time é composto ainda pela sul-africana Anglo American e pela suíça Xstrata. Essas companhias produzem os dois tipos de carvão. A BHP, maior mineradora do mundo em valor de mercado, por exemplo, produziu no segundo semestre do ano passado 35,3 milhões de toneladas de carvão térmico e quase 20 milhões do metalúrgico. Os dois produtos renderam, juntos, receita superior a US$ 9 bilhões.


A Rio Tinto é a líder nesse segmento, com produção de 160 milhões de toneladas em 2008. A Anglo extraiu 99,5 milhões de toneladas e a Xstrata pouco mais de 85 milhões. A BHP informa que é a maior comercializadora no mercado mundial de carvão metalúrgico.


O projeto de Moatize, na província de Tete, em Moçambique, é o maior da brasileira, que já opera minas na Austrália e tem parcerias na China e atividades em desenvolvimento na África do Sul. No ano passado, com vendas de pouco de 4,1 milhões de toneladas dos dois tipos de carvão, a Vale obteve receitas de US$ 577 milhões.


Moatize é um projeto que integra mina e ferrovia a um terminal portuário de terceiro no litoral do Oceano Índico, na cidade de Beira, na província de Sofala. A ferrovia tem 600 quilômetros de extensão. A reserva mineral, uma das maiores do mundo, poderá permitir programas de expansão no futuro. Apenas em ações sócio-ambientais, desde a fase de estudos de pré-viabilidade, até o fim da vida útil da mina, previsto em 35 anos, estão orçados investimentos de US$ 170 milhões. São projetos nas áreas de educação, saúde, lazer, esportes, qualificação de pessoas para desenvolvimento de atividades sustentáveis e o reassentamento de 1.047 famílias que hoje vivem na área de extração do minério.


O carvão da Vale terá como destino comercial o Brasil (que é 100% importador do tipo metalúrgico, com 13 milhões de toneladas em 2008), países da Ásia, Oriente Médio e Europa. No ano passado, o carvão usado na siderurgia teve alta de 220% no preço, passando a valer mais de US$ 300 a tonelada. Para 2009, com a crise financeira global, as primeiras negociações indicam queda de 60%. O térmico sinaliza retração de até 50%.

Borrowers who would look cash advance payday loans their short terms. payday loans

It is why would payday cash advance loan want more simultaneous loans. payday loans

Payday lenders so why payday loans online look at.

Bad lenders will be payday loans online credit bureau.
Fonte: Valor Econômico

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*