Agora vai: as obras do metrô Barra — Extensão Linha 1 começarão no segundo semestre, reiterou o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, durante um encontro com lideranças locais realizado na quinta-feira passada, na sede da Câmara Comunitária da Barra.
O projeto, antes conhecido como Linha 4, agora se chama metrô Barra – Extensão Linha 1, já que não será construída uma linha nova, mas sim uma extensão. De acordo com Lopes, dois canteiros serão abertos de imediato: um no Jardim de Alah e outro no Jardim Oceânico.
A reunião na câmara contou com cerca de 250 participantes, entre lideranças de associações e entidades civis da região, e foi precedido de um café da manhã oferecido pelo presidente da instituição, Delair Dumbrosk. Também estiveram presentes os diretores das construtoras Queiroz Galvão, Odebrecht e Carioca Engenharia, envolvidas na construção da extensão.
Quando licitado, em 1998, o projeto do metrô para a Barra da Tijuca previa o trajeto Botafogo-HumaitáGávea-São ConradoBarra. Mas, para viabilizar o projeto, o governador Sérgio Cabral anunciou, em janeiro deste ano, uma mudança no traçado, que passou a ser General OsórioNossa Senhora da Paz-Jardim de Alah-Leblon-GáveaSão Conrado-Jardim Oceânico.
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A expectativa é de que a inauguração ocorra a tempo da Copa de 2014.
Segundo o secretário de Transportes, a extensão da Linha 1 do Metrô aumentará em 120 mil o número potencial de usuários do serviço.
Lopes disse também que uma nova tecnologia fará com que os trens sejam mais modernos, seguros e rápidos, e voltou a afirmar que o número de carros aumentará para dar vazão ao volume maior de passageiros.
De acordo com Dumbrosk, o encontro de quintafeira passada foi produtivo, mas os moradores pleitearam que o projeto seja ampliado: — O secretário se mostrou comprometido com o projeto, que é fundamental para a região. Pedimos que seja feita o mais rapidamente possível uma licitação para a extensão da obra até o terminal Alvorada e o Recreio, onde ainda há grandes áreas disponíveis e passíveis de desapropriações.
Câmara libera construções em áreas do metrô
A Câmara dos Vereadores aprovou no fim da noite de ontem, por 37 votos a sete, em segunda discussão, o projeto de lei do Executivo que permite a construção de imóveis em 70 terrenos remanescentes das obras da Linha 1 do metrô. O texto abre caminho para a venda das áreas, localizadas na Zona Sul, na Barra e na Tijuca, para construtoras. Os recursos arrecadados seriam aplicados nas obras da Linha 4 do metrô.
A votação do polêmico projeto começou por volta das 14h e se estendeu até 23h. No plenário da Câmara, um grupo de cerca de 50 ambulantes da Tijuca acompanhou os trabalhos, protestando contra a proposta, que inclui a área onde está localizado o mercado popular do bairro.
O chefe da Casa Civil da prefeitura, Pedro Paulo Carvalho, esteve na Câmara em boa parte do dia participando de discussões com vereadores para a aprovação do projeto.
— A aprovação é de importância crucial para a realização das obras da Linha 4 do metrô. A estimativa é que haja uma arrecadação em torno de R$ 1 bilhão, o suficiente para custear por volta de um terço das obras — disse Pedro Paulo.
Lista inclui praça e até lugar onde há Ciep
Um dos que votaram contra o projeto, o vereador Eliomar Coelho (PSOL) disse que entre os 70 terrenos há vários de importância fundamental para o ambiente dos bairros: — Entre as principais aberrações desse projeto, estão a liberação para construções na Praça Nelson Mandela e de um terreno na Rua Álvaro Ramos, em Botafogo, onde já há um projeto pronto para a construção da estação São João do metrô.
O Legislativo deu demonstração de total falta de compromisso com a sociedade.
Segundo o gabinete do parlamentar, também estão na lista as áreas do batalhão e de um posto de saúde em Copacabana e até o terreno onde está localizado o Ciep Tancredo Neves, primeiro a ser construído pelo ex-governador Leonel Brizola. Um local onde há uma comunidade na Avenida Presidente Vargas, no Centro, com cerca de 50 famílias, também está na relação.
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