Novas alternativas de expansão do Metrô de Belo Horizonte foram discutidas na quarta-feira (02.09), em reunião do presidente da CBTU, Elionaldo Magalhães com as prefeitas de Contagem, Marília Campos, e de Betim, Maria do Carmo Lara. Durante o encontro, Marília Campos apresentou projeto de viabilidade avaliado em cerca de R$ 530 milhões, propondo a criação de dois ramais operados por Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), ligando os trechos Eldorado-Bernardo Monteiro e Bernardo Monteiro-Barreiro, que totalizariam 16 novos quilômetros de linha e teriam capacidade para transportar cerca de 152 mil passageiros/dia.
O presidente Elionaldo Magalhães adiantou que a CBTU-METRÔ BH participará ativamente dos estudos sobre os novos projetos, lembrando que a Companhia vai avaliar as propostas apresentadas pelos municípios e desenvolver os estudos técnicos necessários para emitir parecer, quando indagada pela Casa Civil. “A CBTU, já tem como início de tudo isso a necessidade do projeto, a partir daqui, vamos realizar estudos para dizer se essa proposta atende plenamente ou se necessita de adequações”. Disse ainda que a liberação de recursos é uma decisão política que compete à Casa Civil. “Nossa preocupação é fechar estudos técnicos compatíveis para que quando se vier a tomar a decisão política de alocar os recursos, estejamos tecnicamente preparados para lançar a licitação e tocar a obra”, afirmou.
Em relação à melhoria do sistema em Belo Horizonte, Elionado Magalhães citou a recente liberação de R$ 15 milhões, pelo Ministério das Cidades, e disse que já foi assinada a ordem de serviço para conclusão do projeto de engenharia das linhas 2 (Barreiro-Santa Tereza) e 3 (Pampulha-Savassi). “Estamos fazendo um grande esforço para que até abril sejam concluídos esse dois projetos”.
VLT é economia de tempo e de custo – A prefeita de Contagem Marilia Campos esclareceu que a expansão proposta poderia acontecer por VLT ou por Metrô convencional, mas justificou a opção pelo VLT com uma medida de economia de tempo e de custo ”Optamos pelo projeto de VLT porque ele representa mais agilidade e custa um terço do valor de um projeto convencional de metrô. A CBTU vai analisar a proposta e a expectativa é que ela dê um parecer técnico favorável, o que é condição para que possamos negociar com o Governo Federal”, justifica Marília.
Ainda segundo a prefeita, cada quilômetro implantado para operação do VLT custaria cerca R$ 33 milhões, contra R$ 99 milhões, valor estimado para cada quilômetro de metrô convencional.
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A prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara, adiantou que também espera apresentar a CBTU, até o final de outubro, estudo de viabilidade, ainda sem estimativa de custo, para implantação de um terceiro ramal partindo de Bernardo Monteiro até o bairro Jardim Teresópolis. “A idéia é ligar a futura estação Bernardo Monteiro ao Jardim Teresópolis, num trecho com cerca de 13 quilômetros de extensão, que beneficiaria outros 12 municípios vizinhos”.
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