A recepcionista Michele Vieira Machado, 25 anos, sente falta de uma escada rolante na estação Mathias Velho. A mesma opinião é compartilhada por Jerônimo Pereira, 52 anos, aposentado:
– A estação é boa. Só para descer e subir (até a plataforma de embarque), às vezes, é difícil.
A falta de acesso é a principal reclamação dos usuários do trem urbano, que transporta, diariamente, 170 mil pessoas por cinco cidades da Região Metropolitana.
A reportagem do + Canoas percorreu as seis estações de Canoas – Niterói/Uniritter, Fátima, Canoas/La Salle, Mathias Velho, São Luís/Ulbra e Petrobras – para ver o que agrada e desagrada usuários. Foram conferidos itens como limpeza, presença de bancos, condições dos banheiros femininos, formação de filas nos guichês, presença de escadas rolantes e acessibilidade para pessoas com deficiência.
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– Na Estação São Luís/Ulbra não há elevadores
Na estação Fátima, o maratonista João Antônio Corrêa, 46 anos, não teve tanta dificuldade para subir de cadeira de rodas pela escada rolante. Ele disse que está acostumado com a “maratona” de se locomover pela cidade. Mas conta com uma vantagem: como viaja muito para participar de competições, sua cadeira é adaptada, menor do que a maioria, e se encaixa com mais facilidade nos espaços.
– E os funcionários sempre ajudam – frisa.
Mas se ele tivesse de descer na estação Petrobras ou na Niterói/Uniritter, enfrentaria um problema maior, pois ali não há elevadores nem escadas rolantes.
Na estação Petrobras, faltam assentos nos vasos sanitários do banheiro feminino. Na São Luís/Ulbra, só há escada rolante para subir, e também não há elevadores para pessoas com deficiências. Lá, faltam ainda latas de lixo, e no banheiro feminino não há assentos.
Na Mathias Velho foi constatado, além da ausência de escadas rolantes, poucas lixeiras. Na Canoas, há poucos guichês abertos, o que causa filas. Na Fátima, assim como na Niterói, também falta assento no banheiro feminino.
Em todas as estações visitadas, havia bancos nas plataformas e papel higiênico e sabonete líquido nos banheiros femininos. Todas estavam bastante limpas.
CONTRAPONTO
O que diz a Trensurb, por meio de sua assessoria de imprensa
Sobre a acessibilidade
Estamos desenvolvendo o Programa de Revitalização e Modernização dos Espaços Públicos nas Estações e Terminais de Integração e Entornos, que tem o objetivo de se adequar à legislação de acessibilidade universal. Os trabalhos foram concluídos na estação Canoas/La Salle e estão em fase final na Mercado. A próxima será a Rodoviária.
A situação das escadas rolantes está sendo resolvida com a contratação de serviço em caráter emergencial. Seis escadas estão sendo totalmente reformadas, incluindo as das estações Sapucaia, Niterói/Uniritter e Mathias Velho. Por enquanto, o acesso de pessoas com deficiências na estação Petrobras é feito pelo stair-track (equipamento com esteira para transposição de escadas). Nas estações São Luís/Ulbra e Niterói, as escadas rolantes são utilizadas apenas para o transporte de pessoas com deficiências. Nesta última, a manutenção deve ser concluída até março. Assim como na Fátima, os funcionários ajudam a quem precisa subir ou descer.
Sobre os banheiros
Quando são constatados problemas como roubo de assentos, é feita a reposição. Em breve, devem ser colocadas lixeiras na estação São Luís/Ulbra.
Sobre as filas na estação Canoas/La Salle
O efetivo é de quatro pessoas, sendo que um trabalha na linha de bloqueios. No momento da visita, só havia duas bilheterias abertas porque um dos empregados devia estar em horário de intervalo.
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