Pela primeira vez desde que o Metrô da capital começou a funcionar, as mulheres são maioria entre os passageiros. Elas representam 54% do total de usuários, segundo pesquisa feita pela empresa em 2008. De acordo com a companhia, uma das principais explicações para a maior participação feminina é que as linhas do Metrô se concentram em áreas onde predomina o setor econômico de serviços.
– Nessa área (de serviços), as mulheres são mais presentes na força de trabalho – disse o gerente de operações do Metrô, Wilmar Fratini.
Outros fatores também explicam por que há mais mulheres nos vagões e nas estações. Segundo a companhia, elas andam mais de metrô para ir ao médico, inclusive para cuidar da saúde dos filhos e de idosos, além de outras atividades fora da esfera profissional. Os homens muitas vezes utilizam o transporte apenas para ir e voltar do trabalho.
Um terceiro dado verificado na pesquisa afirma que elas fazem mais viagens de metrô combinadas ao uso de micro-ônibus e vans. A crescente participação feminina no uso do Metrô já apontava que as mulheres seriam maioria. Antes de 2003, havia mais homens nesse sistema de transporte. Entre 2005 e 2006, porém, o percentual se igualou, ou seja, 50 para cada.
Para a vendedora Mariana Pontes, de 20 anos, que usa o metrô três vezes por semana para trabalhar, a informação não é surpresa. Ela vai de metrô de Itaquera, onde mora, na Zona Leste, até a Sé, no Centro. Depois, vai de ônibus ao Ibirapuera, na Zona Sul. Tem muita mulher mesmo, disse.
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