Para Bernardo Figueiredo, da ANTT, as críticas das empresas ao decreto do novo modelo ferroviário são fruto de uma confusão, já que o documento prevê dois blocos: um referente às novas concessões e outro às concessões antigas. Fizemos uma reunião com as empresas e asseguramos que não existe nenhuma intenção de quebrar contrato, que a intenção não era essa e que, se houvesse qualquer questionamento, era para colocar em um relatório e nos apresentar.
A reunião, que ocorreria na quinta-feira passada, foi transferida para esta semana. Os concessionários devem levar uma série de argumentos para tentar convencer o governo de que as regras atuais estão funcionando bem, apesar de precisar de alguns aperfeiçoamentos. Mas isso poderá ser feito pelas próprias empresas. No item direito de passagem, eles argumentam que um exemplo de como a operação está funcionando bem é a integração das malhas na Baixada Santista.
Segundo o gerente de Relações Institucionais da MRS (operadora que atua no Rio e em São Paulo), José Roberto Lourenço, o volume anual de carga transportada em regime de direito de passagem subiu de 12 milhões, em 2007, para 20 milhões de toneladas úteis, em 2010. Todos os dias nos reunimos (MRS, ALL e FCA) para programar a movimentação no trecho entre Campinas e Santos, diz ele, que reconhece, porém, a necessidade de aprimoramentos.
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