Trens de carga enfrentam dificuldades para cruzar SP

Setenta vagões. Cinco mil toneladas de milho e açúcar pra exportação cruzando o estado de São Paulo.


O trem saiu de Pederneiras e vai até o Porto de Santos. Um percurso de cerca de 400 quilômetros. Mas, em Jundiaí onde ele chega à primeira estação de passageiros, o ritmo da viagem muda.


De um ponto em diante, dentro da região metropolitana de São Paulo, a malha ferroviária é uma só. Os trens de carga e os trens de passageiros circulam pelas mesmas linhas. Por isso, os trens de carga ficam estacionados, esperando pelos horários em que é possível seguir viagem e cruzar São Paulo.


Por causa do grande movimento de passageiros, só há duas janelas de horário pra carga passar: Das 9h às 15h e das 21h às 3h.


A convivência de cargas e passageiros nas mesmas linhas cria outro problema: é preciso diminuir o tamanho e o peso do trem de carga.


“Isso é uma questão de segurança. O trem de carga não pode ter um tamanho que ameace o trem de passageiro. O trem de carga é grande e às vezes ele precisa de um, um quilômetro e meio pra poder parar”, explica o presidente da MRS Logística, Eduardo Parente.


Por isso, os vagões são divididos. O que era um trem de 70 vagões vira quatro trens de, no máximo, 20 vagões cada. A equipe do JG embarcou num deles. Por causa da desmontagem e dos horários restritos, uma parte da carga só sai de Jundiaí 19 horas depois de chegar. São nove da manhã. No caminho, cruzamos com vários trens de passageiros.


E, por causa deles, às vezes, vem uma ordem pra diminuir a velocidade.


“É uma velocidade segura pronta para parar numa distância segura”, fala Eduardo Assis, maquinista.


O transporte é feito pela MRS Logística, que assinou um contrato de concessão até 2006. Mas quem administra essas linhas é a CPTM – a companhia paulista responsável pelo transporte de passageiros. A MRS diz que as exigências da CPTM foram ficando cada vez mais apertadas.


“No início do contrato a gente circulava até 18 horas o trem de carga dentro da malha e hoje circula em 12 horas”, explica José Roberto Lourenço, gerente de relações institucionais da MRS.


“Os espaços para os trens de carga vem diminuindo ano a ano em função do aumento do número de trens de passageiros em circulação. O transporte de passageiros é prioridade sobre o transporte de carga”, revela Mario Fiorati, diretor de operações da CPTM.


Cargas e passageiros no mesmo sistema ainda provoca um outro gargalo. A capacidade de um trem de carga poderia ser maior se os contêineres que ele leva fossem empilhados: dois contêineres por vagão, em vez de um.


O trem teria o dobro da capacidade, mas também o dobro da altura. E é aí que está o problema: a rede elétrica que alimenta os trens de passageiros é muito baixa.


“Opera-se hoje no limite da capacidade de via, se alguém quiser trazer mais carga, não vai conseguir”, fala Eduardo Parente.


Na Serra de Santos, problemas da própria empresa atrapalham ainda mais o transporte. A operação de descida é muito lenta e as locomotivas com mais de 30 anos, às vezes, pifam.


Às 19h, finalmente,  a carga chega ao Porto de Santos. Para a MRS, a solução seria a construção de uma linha exclusiva para cargas que está longe de sair do papel. “Nós conseguimos chegar com um lote de 20 vagões em 29 horas. O que a gente poderia já com uma solução estruturada diminuir esse tempo pra 12horas num lote de 80 vagões. Muito mais eficiente”, fala Lourenço.



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Fonte: Jornal da Globo

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