Um consórcio formado por quatro companhias japonesas decidiu não fazer uma proposta para construir uma linha de trem de alta velocidade no Brasil, concluindo que seria incapaz de atender às condições do governo brasileiro, informou o jornal japonês Nikkei. Integram o consórcio a Mitsui & Co., a Mitsubishi Heavy Industries, a Hitachi e a Toshiba.
O consórcio se preparou para apresentar uma proposta para o projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) desde o início deste ano, mas chegou à conclusão de que não há um mecanismo adequado para reduzir riscos como atrasos na construção e potenciais prejuízos com a operação da linha de trem. O governo brasileiro vai solicitar que o vencedor da licitação opere a linha por 40 anos, embora as perspectivas de negócios do sistema sejam incertas.
O consórcio japonês ainda precisaria criar um veículo de propósito especial para apresentar a proposta na segunda-feira. Além disso, o consórcio parece estar tendo dificuldades para levantar fundos de construtoras japonesas em troca de participações no projeto.
Segundo o Nikkei, um consórcio francês também deverá decidir não participar da licitação, o que deixará um grupo de empresas sul-coreanas como provável favorito para vencer o contrato.
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