O consórcio liderado por um grupo de empresas coreanas já começou a fazer as avaliações para levantamento das garantias para participação do leilão do trem de alta velocidade (TAV).
Segundo informações obtidas pelo iG, o consórcio em associação com construtoras brasileiras já fez contato com grandes instituições financeiras e seguradoras para assegurar os R$ 340 milhões mínimos exigidos nas regras do edital do trem-bala. O valor do seguro-garantia que está sendo negociado pelo consórcio representa 1% da obra, avaliada em R$ 34 bilhões. O depósito do seguro-garantia deverá ser feito pelos interessados na BM&F Bovespa.
O consórcio de empresas coreanas tem sido apontado como o favorito – e talvez único – a disputar o leilão do trem-bala. Acaba na segunda-feira o prazo para as empresas interessadas entregar suas propostas à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O nome do consórcio vencedor sairá no dia 16 de dezembro.
As negociações para formação das empresas participantes do consórcio coreano estão em pleno andamento, mas é certo de que as construtoras Contern, Carioca, Galvão Engenharia participarão do grupo. Procurada, a assessoria de imprensa do consórcio coreano confirmou o interesse do grupo coreano pelo leilão para construção do trem que vai ligar as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, uma via de 510 quilômetros.
Entidades como Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), o Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas (Sindimaq), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) já se posicionaram a favor do adiamento do leilão. Mas a ANTT tem se mantido irredutível, confirmando o cronograma atual.
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