Se cumprir PAC, Dilma pode ampliar área de grãos no Brasil

Um operador de futuros de grãos da bolsa de Chicago pergunta, em mensagem à Reuters no Brasil, o que pode mudar para agricultura do país em um governo Dilma Rousseff.


A princípio, a resposta poderia ser “muda pouca coisa”. Afinal, ela foi a chefe da Casa Civil do governo que chega ao fim, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Mas produtores de fronteiras agrícolas acreditam que a eleita, que foi coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento, ganhando até a alcunha de “Mãe do PAC”, teria a obrigação de fazer sair do papel ou finalizar obras de rodovias e especialmente de ferrovias que viabilizariam definitivamente um salto na produção de soja e milho do país.


“Acredito que está muito claro o que precisa ser feito, e aí a Dilma como presidente tem que realizar as obras de infraestrutura, inclusive várias delas estão anunciadas… Se ela não fizer, é porque não quer… as cartas estão postas na mesa, basta ela cumprir”, afirmou Rui Prado, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), de um dos Estados agrícolas do país que mais sofre com condições precárias de infraestrutura e logística.


Além da finalização do asfaltamento de parte BR-163 entre o norte de Mato Grosso e o Pará, que barateará os custos para o escoamento da soja pela alternativa do Norte do país, há ainda as ferrovias Norte-Sul (com obras em andamento) e Leste-Oeste (em projeto), que seriam fundamentais para o desenvolvimento de áreas agrícolas, além do norte de Mato Grosso, na chamada região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).


“A diminuição do custo de transporte vai abrir novos mercados para o Brasil. Se conseguir diminuir a quantidade de recursos gastos para a movimentação desses produtos, nós vamos conseguir abrir novos mercados, e a tendência é de que aumente a produção em regiões de fronteira agrícola”, disse José Eduardo Holler Branco, vice-coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log).


Atualmente, a única alternativa, o frete rodoviário, custa entre 40 a 60 por cento do preço final da soja ou do milho. “A diminuição da ineficiência pode trazer ganhos importantes para a produção”, acrescentou o especialista, lembrando que, em tese, o custo do transporte ferroviário é de cerca de 60 por cento do transporte rodoviário.


O asfaltamento da BR-163 até Santarém, previsto para ser concluído em 2011, abrirá uma saída para o Atlântico pelo Norte, cortando caminho para a Europa e Ásia (pelo Canal do Panamá).


Da mesma forma, a ferrovia Norte-Sul, com alguns trechos já em obras, que poderá conectar o Estado de São Paulo até Senador Canedo (GO) e Açailândia (MA), com a estrada de ferro de Carajás, hoje utilizada pela Vale para transportar minério de ferro até o porto de Itaqui (MA).


Já a ferrovia Leste-Oeste está projetada para conectar a Norte-Sul ao porto de Ilhéus, na Bahia, impulsionando o desenvolvimento do oeste baiano. A Norte-Sul atenderia as novas áreas produtoras de Maranhão, Piauí e Tocantins.


Segundo Holler Branco, além das dificuldades de tirar do papel os projetos, que passam pela burocracia do empenho dos recursos e pela lentidão no processo de obtenção das licenças ambientais, a nova presidente terá o desafio de garantir uma tarifa ferroviária competitiva. “Hoje a decisão de preços ainda está nas mãos das concessionárias, e não é feita com base no custo efetivo.”


Papel agrícola


Melhorar as condições de transporte do interior do país até os portos seria meio caminho andado para um país cuja agricultura cresceu fortemente nos últimos anos, para acompanhar a demanda internacional, sem ter registrado investimentos equivalentes em infraestrutura, na opinião do presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho.


“Praticamente não houve avanços, como o agro cresceu, o meio ambiente é o mesmo… a questão da infraestrutura de transporte é a mesma…. Pelo contrário, o problema é maior, acho que infelizmente o problema aumentou”, afirmou Ramalho, ao comentar os anos do governo Lula, lembrando do sério problema de congestionamento de navios para açúcar nos portos brasileiros em 2010.


“Penso que a presidente tem que fazer algo que o Lula não fez: fazer com que a agricultura tenha um papel político semelhante ao papel econômico que ela tem. Se o governo não valorizar politicamente a agricultura do país, vamos continuar com esses problemas a vida inteira”, acrescentou ele, reivindicando ainda da nova governante uma taxa de câmbio mais favorável às exportações, expansão do seguro agrícola e a superação das barreiras ambientais.

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