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Senado aprova general Jorge Fraxe para o Dnit

O general Jorge Ernesto Fraxe teve ontem sua indicação para o cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) aprovada por unanimidade (18 votos a favor) na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado. Com o mesmo placar, a comissão aprovou a indicação de Tarcísio Gomes de Freitas para a diretoria executiva do órgão. Agora, as indicações têm que passar pelo plenário.


Escolhido pela presidente Dilma Rousseff para substituir Luiz Antonio Pagot – afastado do comando do Dnit após denúncias de irregularidades no órgão e no Ministério dos Transportes -, Fraxe comprometeu-se a aumentar o rigor na análise dos projetos e no planejamento das obras de infraestrutura de transportes e divulgar na internet as decisões colegiadas sobre quaisquer modificações das obras, para que a população possa acompanhar e fiscalizar a aplicação do dinheiro público.


“Nós buscaremos obstinadamente na nossa gestão fazer valer cada centavo do cidadão brasileiro na infraestrutura de transporte que cabe ao Dnit”, afirmou. O general pediu aos senadores prazo de 180 dias para “começar a concretizar os resultados da reengenharia do Dnit”.


Fraxe disse que vai examinar se o perfil dos atuais superintendentes do Dnit atende aos requisitos que ele considera necessários (“competência, caráter ilibado e dedicação”). O fato de terem sido nomeados por indicação política, por si só, não é motivo para substituição, na sua opinião. “Negociação política tudo bem, precisa acontecer, vivemos num país democrático. Mas precisamos conciliar a indicação política e o perfil do líder que buscamos e que é desejável como gestor da ponta da linha.”

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General de divisão combatente do Exército, na área de engenharia, Fraxe defendeu a redução da participação da força em obras públicas. “Não é missão do exército competir com o mercado”, disse. O general explicou que o exército não pode agir como empreiteira e sua participação em obras tem que limitar ao que for necessário para manter a tropa “adestrada”.
Ao longo de sua carreira militar, Fraxe exerceu, entre outras funções, o comando de Destacamentos de Engenharia de Construção e a diretoria de Obras e Cooperação do Exército.


“Por uma questão ética”, o futuro diretor-geral do Dnit não quis emitir juízo de valor sobre as denúncias que afastaram Pagot do Dnit. “Temos que pensar daqui pra frente. Primeiro ponto: projeto. Temos que ser exigentes na qualidade desse projeto, porque 90% das obras estão no projeto, na qualidade, na precisão. Vai levar mais tempo, mas é preferível gastar mais tempo no projeto, do que depois, aditivando o prazo da obra, porque não foi previsto o problema do índio, da rede de esgoto que passava perto”, disse.


Para Fraxe, os aditivos “não podem nem ser demonizados nem banalizados”. Por isso, segundo ele, o Dnit tem que dar mais ênfase ao planejamento das obras. “O cronograma das obras tem que ser técnico e não político. Vamos dar um choque nisso”, prometeu. Segundo ele, o planejamento de uma obra a partir de “premissas falsas” é um dos motivos que levam aos aditivos.

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