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Transportes exigem medidas urgentes

Com população de 1,6 milhão de habitantes, uma das maiores densidades demográficas de São Paulo, PIB per capita de R$ 25 mil e 4,1% do PIB do Estado, a Baixada Santista poderá manter-se como pólo de atração de moradores nessa década por conta do crescimento previsto nas áreas de energia e logística. Entre 2000 e 2010, a população cresceu 1,2% ao ano, ligeiramente acima da taxa verificada no Estado, de 1,09%. O desenvolvimento gradual da exploração de petróleo na Bacia de Santos e a expansão do porto poderão estimular maior crescimento populacional e tornar ainda mais premente a superação de desafios, como ampliação da rede de água e esgoto, melhoria do transporte público e em habitação popular.


Para atender a esse crescimento, o governo paulista deve investir mais de R$ 5,3 bilhões em uma série de projetos. Uma das frentes está centrada na área de transportes. O governo anunciou recentemente o projeto de construção de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com 11 quilômetros de extensão e um investimento orçado em R$ 660 milhões, que irá em um primeiro trecho interligar São Vicente ao Porto de Santos e ao centro da cidade de Santos.


“A PPP para esse projeto não vingou, o governo então resolveu colocar em pé. A segunda parte da obra, que seria a expansão até a Praia Grande, poderá ser tocada em regime de concessão”, disse o secretário de assuntos metropolitanos, Edson Aparecido, presente ao seminário.


“Isso permitirá um novo perfil para o transporte público na região”, disse João Paulo Tavares Papa, prefeito de Santos. Hoje as nove cidades que compõem a Baixada Santista são interligadas por ônibus. Com o VLT, passa a haver uma nova opção. O governo também está trabalhando na construção de um túnel entre as duas margens do Estuário de Santos, ligando o Guarujá ao centro de Santos. A licitação para contratar o projeto deve ser concluída em janeiro. A previsão é concluí-la ainda em 2012, permitindo que a obra possa ser contratada no início de 2013. O empreendimento deve consumir R$ 1,3 bilhão e deverá terminar no primeiro semestre de 2016.

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O governo estadual, em parceria com o federal, também está buscando colocar de pé o projeto do Ferroanel, um anel ferroviário na região metropolitana de São Paulo, que agilizaria a movimentação de cargas sobre trilhos até o porto de Santos. “Esse assunto está sendo tratado com urgência e a intenção é que a licitação seja feita o quanto antes, talvez até em 2012”, afirmou Aparecido. Outro projeto que poderá sair do papel é a construção de um trem regional entre São Paulo e Santos, para aumentar as opções de transporte na região.


A gestão dos recursos hídricos e de resíduos sólidos também preocupa. O governo paulista entregou aos prefeitos das nove cidades um estudo com um cenário de 20 anos sobre necessidades nas áreas de drenagem, abastecimento, recursos hídricos e resíduos sólidos. Os prefeitos terão 60 dias para analisar o documento e propor sugestões. A ideia é que até o fim do ano o assunto seja discutido na Assembleia Legislativa. “Queremos construir medidas para melhorar as relações na macrometrópole paulista, que reúne 153 municípios a 200 quilômetros da capital paulista, incluindo a Baixada Santista”, afirmou o secretário.

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