A polícia vai chamar um representante da SuperVia para dar explicações sobre um acidente, na última quarta-feira, em um dos trens administrados pela empresa. A pane ocorreu nas proximidades da estação do Méier, no ramal de Deodoro.
Dois passageiros ficaram machucados, foram atendidos no Hospital Salgado Filho (Méier) e registraram queixa por lesão corporal contra a concessionária na 23ª DP (Méier).
“Vamos convocar o representante da empresa para prestar esclarecimentos”, diz o chefe do Setor de Investigações da 23ª DP, Jaime da Silva.
Na quinta-feira, uma das vítimas, a cabeleireira Hercilene de Fátima Maria da Silva, de 26 anos, foi ao Instituto Médico- Legal (IML) fazer exame de corpo de delito. Ela estava no trem e acabou machucando o braço, que foi enfaixado.
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“Eu estava indo para a Uerj, onde estudo, quando, os cabos do trem se soltaram, pegaram fogo e começaram a se chocar com os vidros das janelas. Foi um pânico. Algumas pessoas caíram. Estava escuro e ninguém da SuperVia veio nos socorrer. Andamos entre os trilhos até a estação do Méier. Vou processar a SuperVia” disse Hercilene.
O depoimento contradiz a alegação da SuperVia. A empresa garante que os passageiros desembarcaram, no momento do acidente, com a ajuda de funcionários. Diz ainda que o problema foi causado por uma barra de ferro que atingiu a rede aérea. Segundo a SuperVia, não houve registro de feridos, mas a empresa está à disposição dos clientes para qualquer dúvida.
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