33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Artigo: Nem tudo está nos trilhos

*Por Rodrigo Vilaça


No artigo “Um novo salto de qualidade nas ferrovias”, recentemente publicado neste jornal (25/8, B2), destaca-se a importância das novas resoluções da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) como um impulso para a redução do custo Brasil, maior qualidade do transporte ferroviário de cargas, aumento da competição entre as concessionárias e incentivo a investimentos.


Contar com ferrovias cada vez mais modernas, eficientes e competitivas é um objetivo de todos nós. A começar pelas concessionárias, que já investiram mais de R$ 25 bilhões nas ferrovias desde 1997 – além de R$ 13 bilhões em impostos e arrendamentos – e que vão continuar investindo na adoção de novas tecnologias, na ampliação e modernização da frota de locomotivas e vagões, na capacitação de profissionais, na recuperação da malha e no constante aprimoramento dos serviços.


Antes do atual modelo de concessão das ferrovias, a malha ferroviária estava quase totalmente inoperante e obsoleta. Agora, o transporte sobre trilhos é responsável por mais de 25% de toda a carga movimentada em território nacional. Como era o escoamento de produtos agrícolas quando a ferrovia era estatal? E como está hoje o transporte de carga nas rodovias? Como estão as condições de armazenagem dos produtos agrícolas? E o embarque nos portos?

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

Se o transporte ferroviário foi o modal que mais cresceu nos últimos anos, isso ocorreu a partir dos investimentos que elas fizeram no setor, aliados a um enorme esforço por maior produtividade e eficiência. O próprio crescimento do agronegócio não teria sido viável sem a revitalização das ferrovias.


O que o Brasil precisa, para a integração econômica de seu território e para o escoamento da produção, é de um transporte intermodal eficiente. Isso, sim, vai gerar redução de custos, aumento das exportações e maior competitividade dos produtos brasileiros.


O alcance desses objetivos depende, também, da eliminação dos gargalos que prejudicam a eficiência dos transportes em nosso país. Como realocar as famílias que invadiram faixas de domínio desde os tempos inglórios da RFFSA, criando sérios riscos à segurança e impondo aos trens de carga, em muitos trechos, uma velocidade média de 5 km/h? Como aumentar a produtividade quando é necessário compartilhar os trilhos com o transporte urbano de passageiros em São Paulo levando cargas para o Porto de Santos? Como agilizar as operações portuárias para que trens e caminhões não fiquem retidos por longos períodos antes de despachar suas cargas? O equacionamento desses e de muitos outros problemas só é possível por meio da conjugação de esforços em todos os segmentos envolvidos.


Um bom exemplo é o investimento coordenado pela América Latina Logística (ALL) com seus clientes, no valor de R$ 730 milhões, para a construção de um complexo intermodal em Rondonópolis (MT), com capacidade para 30 milhões de toneladas de carga por ano, que dará origem a um distrito industrial às margens da ferrovia. Esse não é um fato isolado: o volume transportado pela ALL, no período de 2006 a 2010, obteve crescimento de 49% em commodities, medido em toneladas por quilômetro útil (TKU). Embora os investimentos apresentem ainda retornos historicamente muito baixos, esse esforço vale a pena. A produtividade do transporte ferroviário de cargas no Brasil cresceu 103%, de 1997 a 2010, passando de 137,2 bilhões para 278,5 bilhões de TKU.


Grande parte do que falta fazer está na remoção de gargalos, que cabe ao governo, mas que conta com a parceria efetiva das empresas – a exemplo da construção do Ferroanel de São Paulo, com a possível participação da MRS Logística, dentro de um formato que, contudo, precisa viabilizar esses investimentos.


Soluções efetivas não podem se basear em visões parciais e equivocadas. Órgãos de governo, agência reguladora, usuários, transportadores, precisamos todos trabalhar em conjunto, e é isso o que estamos fazendo para que o Brasil possa trilhar o rumo do crescimento e da prosperidade que todos almejamos.


*Rodrigo Vilaça é presidente executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários.

Borrowers who would look cash advance payday loans their short terms. payday loans

It is why would payday cash advance loan want more simultaneous loans. payday loans

Payday lenders so why payday loans online look at.

Bad lenders will be payday loans online credit bureau.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*