Usuários do MetrôRio temem piora do serviço

Um problema técnico numa composição da Linha 2 do metrô na manhã de terça-feira obrigou a retirada de todos que estavam no trem, agravou o problema da superlotação e deixou passageiros ainda mais assustados. Eles temem que a situação se agrave com a duplicação do número de usuários prevista para ocorrer em março de 2013, quando o sistema deve passar a receber 1,1 milhão de pessoas por dia, contra as 650 mil atuais. O salto estimado pela concessionária Metrô Rio se deve à entrada em operação dos 19 novos trens chineses, com 114 vagões. No primeiro semestre de 2016, às vésperas das Olimpíadas, outros 300 mil passageiros engrossarão essa massa, com a conclusão da Linha 4 (Barra-Zona Sul).


— Tenho medo que a situação piore. Os vagões estão superlotados. Não dá nem para enxergar os bancos, quanto mais para sentar. Hoje (terça-feira), por causa do incêndio, os trens da Linha 2 circulavam de 20 em 20 minutos e ainda estavam mais cheios. Uma grávida que embarcou comigo, em Del Castilho, chegou a desmaiar e precisou ser retirada em Triagem — conta a passageira Magda Almeida.


A Agência Reguladora de Transportes do Rio (Agetransp) instaurou processo para apurar os motivos da avaria. Segundo a Metrô Rio, o trem saiu de Botafogo e apresentou problema na Cinelândia, onde os passageiros tiveram que descer. Ainda de acordo com a empresa, já vazio e sendo levado para o centro de manutenção, houve um princípio de incêndio na composição na Estação Uruguaiana.


Diretor de Engenharia da Metrô Rio, Joubert Flores garante que o crescimento da demanda — com a entrada em operação dos novos trens, em 2013, e da Estação Uruguai, em 2014 — não significará mais problemas para os usuários:


— Estamos expandindo e modernizando a frota, que estará compatível com a demanda. Hoje, temos 20 trens, com seis vagões cada, e 12 composições, com cinco carros. Em 2013, teremos 47 trens, todos com seis vagões. Haverá ainda dois trens e dois vagões de reserva.


Intervalos entre trens deve ser reduzido


Segundo Joubert, com a operação dos novos trens o intervalo entre as composições vai reduzir de seis para quatro minutos, nas pontas, e de três para dois minutos, no trecho comum entre as linhas 1 e 2.


Já para atender aos 300 mil passageiros que usarão os 15 quilômetros da Linha 4, serão comprados 17 trens, que estão em fase de especificações técnicas. Com frentes na Barra e em São Conrado, as obras da Linha 4 foram iniciadas em junho de 2010, pelo consórcio Rio Barra. Até agora foram escavados três mil metros de túneis. Na Zona Sul, as obras estão em fase de sondagem, ou seja, de mapeamento do solo, na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.


Os 1,4 milhão de passageiros por dia que usarão o metrô em 2016 preocupam o bancário Newton Gravatá:


— A chegada de novos carros não solucionará o problema. O que falta é diversificar os ramais e as linhas. Com a demanda da Barra, os trens vão ficar ainda mais cheios.


Paralisação do serviço, pane em trens, travamento de portas, superlotação e deficiências no sistema de ar condicionado estão entre os problemas enfrentados com mais frequência pelos usuários do metrô. Apenas no primeiro trimestre deste ano, a Agetransp registrou média de um incidente a cada três dias no sistema de transporte: foram 28 incidentes nas linhas 1 e 2. A agência abriu processos regulatórios depois de oito desses episódios. Um dos maiores transtornos aconteceu no dia 7 de fevereiro, quando uma pane no sistema de sinalização da Linha 2 provocou o fechamento de 11 das 26 estações, entre Pavuna e Del Castilho. Na época, a Metrô Rio alegou que o problema foi causado por três furtos de 390 metros de cabos. Para piorar, no mesmo dia, dois trens pararam de funcionar e bloquearam o tráfego.


Superlotação faz usuários evitarem metrô


No fim da tarde de terça-feira, a rotina de transtornos permaneceu. Grávida de oito meses, a oficial de Justiça Bianca Sposito saiu da estação do Largo do Machado por volta das 17h30m em direção a Copacabana e teve dificuldades na hora do embarque. Ela disse que, por causa da superlotação, só pega o metrô em último caso.


— Tinha muita gente para desembarcar e para entrar. Fui empurrada. Ninguém ligou para o fato de eu estar grávida. Além de sempre estar lotado, o metrô demora muito a chegar. Prefiro andar de ônibus — afirmou.


O gerente de marketing Marcus Vinícius Marino durante um ano e meio evitou o metrô. Terça, numa nova tentativa, quase desistiu:


— Já passaram três composições lotadas e estou sem coragem de embarcar.


Para tentar evitar o aperto, a engenheira Patrícia Pereira Pinto costuma usar o vagão exclusivo para mulheres. Na hora do rush, no entanto, a solução não é garantia de conforto:


—De manhã esses vagões ficam um pouco mais vazios. Mas, na volta, ficam lotados e cheios de homens. Não há fiscalização. Depois que decidiram levar a Linha 1 até a Pavuna, colocando Botafogo como estação de transferência, o serviço piorou.

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