As ações da ALL encerraram o dia em queda de 4,27%, para R$ 8,51, na segunda maior baixa do Ibovespa, que marcou alta de 0,14%, para 58.404 pontos. O papel reage à redução do teto tarifário para as concessionárias de transporte ferroviário, anunciada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A ALL divulgou na manhã de hoje o impacto da decisão do órgão regulador sobre suas subsidiárias. Os tetos tarifários da ALL Malha Sul, da ALL Malha Paulista e da ALL Malha Oeste foram reduzidos em 15%, 29% e 47%, respectivamente, segundo comunicado da companhia. Para chegar aos índices de revisão, os técnicos da ANTT usaram como referência a carga transportada no ano de 2010 pelas concessionárias do sistema ferroviário.
Ao anunciar a redução média de 25% do teto das tarifas cobradas pelas concessionárias de ferrovias, na quinta-feira (6), os técnicos da ANTT ressaltaram que a medida não implicará, necessariamente, perda de receita das empresas que atuam no setor. Isso porque parte das companhias já praticavam preços com índice mais agressivo de desconto em relação às tarifas que eram impostas pela agência.
No caso da ALL, o superintendente de relações com investidores Alexandre Rubio disse, em reunião pública com analistas realizada no fim de agosto, que as tarifas praticadas pela companhia são, em média, 40% menores do que o teto anteriormente estabelecido.
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“O impacto em termos de receita não deve ser tão grande”, disse um analista que preferiu não ser identificado. Segundo ele, o problema são as incertezas envolvendo o papel das concessionárias no novo modelo de licenças de ferrovias que será implementado pelo governo Dilma.
“Há indicações de que as atuais concessionárias não vão poder participar de novas licitações, por exemplo. A gente não sabe o que vem pela frente e é natural que o papel oscile bastante nesse período”, ressaltou.
Desde o começo de agosto, os papéis da ALL acumulam baixa de 12%, frente à valorização de 4% do Ibovespa.
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