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RJ: Plantas removidas da obra da Linha 4 serão replantadas

Vizinho ao cactário e ao Jardim Sensorial, um novo espaço, com cinco mil metros quadrados, começa a ganhar forma no Jardim Botânico. Bromélias, orquídeas, clúsias e velósias, algumas em risco de extinção, estão sendo plantadas no que será o futuro Jardim de Rupícolas (espécies que crescem em rocha). Todas foram retiradas do Morro do Focinho do Cavalo, na Barra da Tijuca, para a abertura do túnel da linha 4 do metrô. Com o auxílio de técnicas e equipamentos de escalada, foram removidas 2.753 plantas, das quais 60% retornarão para o morro assim que as obras do túnel forem concluídas, segundo o consórcio construtor Rio Barra. As demais permanecerão no acervo do Jardim Botânico.


— Essas plantas foram resgatadas de seu local original pelo pesquisador Claudio Nicoletti de Fraga e sua equipe, por meio de rapel. Foi construída uma estufa especial no Horto para abrigá-las — diz o diretor de Pesquisas Científicas do Jardim Botânico, Rogério Gribel.


A expectativa da direção do parque é que a nova coleção temática do arboreto se transforme em mais um ponto de interesse tanto para os visitantes como para educação ambiental. Prevê-se que o jardim esteja pronto em dois meses e ganhe ainda dois bancos e pérgula de pedra, material também oriundo das escavações do túnel.


Para armazenar tamanha quantidade de plantas foi preciso mais do que construir uma estufa no Horto. A estufa da coleção científica de bromélias, já existente, teve de ser ampliada. Entre as espécies de bromélias ameaçadas de extinção trazidas, há espécimes de Alcantarea glaziouana, Pitcairnia albiflos e Tillandsia araujei, as três endêmicas no estado.

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As escavações dos 16 quilômetros da linha 4 do metrô (Ipanema-Jardim Oceânico) começaram em junho de 2010, pela Barra. Até agora foram perfurados 3,5 quilômetros de túneis.


Segundo o governo do estado, a escavação da linha 4 na Zona Sul vai começar em julho do ano que vem. O chamado “tatuzão”, equipamento que será empregado na abertura dos túneis de Ipanema à Gávea, chega da Alemanha em janeiro e começa a operar seis meses depois, sem explosões e sem a necessidade de retirar vegetação da superfície.


A grande questão ambiental no trecho da Zona Sul envolve a construção de uma estação sob a Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, com duas saídas. Moradores pedem que elas fiquem fora da área verde, na Rua Visconde de Pirajá. A licença de instalação da estação foi aprovada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) com uma série de restrições, entre elas a redução do número de árvores a serem transplantadas de 113 para 17. O estado garantiu que apenas as árvores menores, que ficam na parte central da praça, serão transplantadas. Elas serão levadas a um horto e, depois da conclusão da obra, replantadas.

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