A greve nas obras da Ferrovia Transnordestina perdeu força. Depois da paralisação de quase 50% da categoria por uma semana, incluindo as frentes de serviço de três estados com atividades – Pernambuco, Ceará e Piauí -, novas rodadas de negociação entre empresas e força sindical da categoria de trabalhadores amenizaram a tensão e a obra teve remobilização de atividade na última sexta.
Ontem, foi agendada nova paralisação nos três estados, na qual Pernambuco não aderiu. Piauí e Ceará estão parados e somam 28% dos 3,5 mil trabalhadores do projeto. Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem (Sintepav) não foram encontrados pela reportagem da Folha.
A Odebrecht Infraestrutura se posicionou com nota oficial, na qual diz que “espera que o Sintepav nos estados de Pernambuco, do Piauí e Ceará orientem os trabalhadores da Ferrovia Transnordestina quanto ao retorno das atividades, para a continuidade das negociações. No total, a paralisação foi aderida por 28% do efetivo da obra nos três estados”. A Ferrovia Transnordestina terá 1.728 quilômetros e parte de Eliseu Martins, no Piauí, com duas conexões portuárias (Pecém-CE e Suape-PE). Seu custo atual é de R$ 5,4 bilhões.
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