Parcialmente tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), o Aeroporto de Congonhas precisa ter todas as intervenções previamente aprovadas pela equipe de conselheiros da Prefeitura. Em abril de 2011, o Metrô ganhou sinal verde do conselho para começar a construir a linha – a única ressalva não foi em relação ao aeroporto, mas ao Estádio do Morumbi. Os conselheiros pediram que o edifício da estação e ” áreas conexas devem estar distanciadas o máximo possível do estádio e apresentarem soluções de leveza e transparência”.
Por isso, o governo ainda precisa encaminhar um novo projeto para a estação atendendo às diretrizes do conselho.
De acordo com as atas de reuniões do Conpresp, esse é o último pedido protocolado pelo Metrô em relação à Linha 17-Ouro. Portanto, os conselheiros ainda não deliberaram sobre a estação na Rua Rafael Iório nem sobre o túnel para Congonhas. O local escolhido para ser construída a passagem, porém, visa ao menor impacto visual possível na área tombada do aeroporto.
Obras de arte. Em fevereiro, foram tombados o Pavilhão das Autoridades (prédio anexo ao aeroporto), o terminal de embarque e desembarque de passageiros e uma estrutura de metal no hangar. No Pavilhão das Autoridades, ficam preservados o conjunto de espelhos decorados, de autoria do arquiteto francês Jacques Monet. Está tombado também um painel atribuído a Di Cavalcanti e Clóvis Graciano.
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Obra é antiga e polêmica
Anunciado oficialmente pelo governo em 2009, o monotrilho do Aeroporto de Congonhas ao Morumbi deveria ter a primeira fase pronta em dezembro do ano seguinte. Àquela época, já se falava na linha como uma opção de mobilidade para a Copa. Vizinhos do Morumbi passaram a protestar, alegando que a obra seria um novo Minhocão na cidade – e a polêmica continua até hoje. Já os moradores de Paraisópolis fazem manifestações a favor do trem.
Em dezembro de 2010, uma liminar suspendeu a assinatura do contrato da Linha 17-Ouro atendendo a pedidos de moradores. Os Ministérios Públicos Estadual e Federal também recomendaram ao Metrô a suspensão da licitação para a elaboração do projeto. A obra foi paralisada e liberada sete meses depois. Agora, a primeira fase da Linha 17-Ouro não vai sair nem para a Copa. Só no segundo semestre de 2014.
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