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Especialista confirma viabilidade da ferrovia MT/PA

O projeto elaborado pela Assembleia Legislativa que prevê a ligação ferroviária entre os Estados de Mato Grosso e Pará, foi analisado como viável pelo pesquisador do Núcleo de Estudos de Logística e Transporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Miguel de Miranda.


Em entrevista publicada pelo site RDNews neste domingo (12), assinada pela jornalista Valérya Próspero, o especialista em logística aponta os benefícios da obra sugerida pelo poder legislativo estadual. “A ferrovia é viável porque o que os produtores pagam de frete hoje são 40% do valor do produto. O Governo libera recurso pelo BNDES e o financiamento será pago calculando os valores pagos com a economia no frete, a importação de adubo, em seis anos”, comenta.


O pesquisador argumenta à repórter que a ferrovia MT/PA, idealizada pelo deputado estadual José Riva (PSD), beneficiará Mato Grosso. Em contato por telefone com a assessoria de imprensa do parlamentar, Luiz Miguel de Miranda lembra que a universidade promoveu estudo de viabilidade, em 2006, que confirmou a importância da obra. “A ferrovia é uma boa possibilidade, dentro de um estudo que fizemos na universidade de atração de cargas. Também é interessante, pois não dependeria de estudos de impacto ambiental. A obra proposta pelo deputado Riva também prevê a integração com outras ferrovias, criando cinco saídas para portos diferentes, fomentando o desenvolvimento”, afirmou.


Além disso, na entrevista ao site de notícias, o pesquisador afirma que o porto de Santarém, no Estado de Pará, é pequeno e fica dentro da cidade, ao ser questionado da proposta de ferrovia do Governo Federal e do Estado. “É como se o porto fosse na prainha (centro), em Cuiabá”, compara ao RDNews.

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O projeto ferroviário MT/PA apresenta alternativa de escoamento da produção, resultando em melhoria na logística dos estados. A proposta, inclusive, já foi debatida pelo deputado com o governador do estado vizinho, Simão Jatene (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Márcio Miranda (DEM).


No projeto, a linha ferroviária parte de Água Boa (MT) até Barcarena, no nordeste paraense. Também foi analisada a possibilidade da ferrovia partir do município mato-grossense até Marabá, no sudeste do Pará. A ligação com o nordeste seria viabilizada com a construção de dois ramais, um até Barcarena e outro até o porto de Espadarte, em Curuça.


 “O governador Simão Jatene ficou impressionado com o estudo e concordou com a parceria para a construção da ferrovia. Há dois anos, iniciamos a discussão em nosso gabinete e defendemos que Mato Grosso não pode ficar preso a um projeto ferroviário nacional. O estado tem dimensão e viabilidade para implantar um projeto próprio. Temos tradição na agricultura, que começou nos anos 80 e que inicialmente, se aportou no Chapadão do Parecis, mudou para a BR-163 e agora, só não enxerga quem não quer, vai mudar para o Araguaia, indo até o Pará. Com esta ferrovia, a realidade de Mato Grosso muda, começaremos a ser mais competitivos, pois teremos a logística necessária”, observou José Riva.


O projeto de integração logística entre os estados foi apresentado pelos assessores parlamentares, Nelson Salim Abdalla e André Nobrega, apontando o resgate do Araguaia com a ferrovia e a criação de uma nova alternativa para o escoamento da produção agrícola desta promissora região.


A proposta é que a ferrovia seja construída por meio de Parcerias Público-Privadas (PPP), e investidores americanos, chineses, coreanos e russos já demonstraram interesse em executar a obra.  Ao todo, 20 municípios de Mato Grosso e Pará receberão o traçado ferroviário, beneficiando mais de dois milhões de pessoas. De acordo com Nelson Salim Abdalla, a Ferrovia MT/PA é uma alternativa para a transformação da logística do estado. “Com certeza, essa obra é viável e representará a mudança no fluxo de caminhões no Brasil. Todos atualmente descem pelo Sul, não tem estado que aguente este grande tráfego, por isso está asfixiando a logística do país. Este novo projeto fará com que Mato Grosso tenha um corredor de alto desenvolvimento”, explicou.

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Fonte: O Nortão

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