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Dilma assina contrato para implantação do VLT no Rio

O prefeito Eduardo Paes e a presidenta Dilma Rousseff assinaram nesta sexta-feira (14.06) o repasse de recursos do PAC da Mobilidade para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Região Portuária e no Centro. Pela manhã, Paes participou, ao lado da presidenta, do lançamento do PAC2 na Rocinha.


– Fico muito entusiasmada em estar aqui aprovando o VLT, que não é só um sistema de transporte. Ele ressuscita o Centro para a população, esse modais de transportes trazem as pessoas para o Centro do Rio. Aqui, nasceu o Brasil na dimensão nacional. Por isso, essa sempre foi a cidade do coração dos brasileiros – disse a presidente Dilma Rousseff.


A prefeitura também assinou contrato com o Consórcio VLT Carioca, vencedor da licitação para a construção e operação do sistema, que será entregue em duas etapas, em 2015 e 2016. O investimento é de R$ 1,164 bilhão, sendo R$ 532 milhões em recursos do Ministério das Cidades e R$ 632 milhões de contrapartida da Prefeitura do Rio.


Paes destacou a importância da Parceria Público Privada (PPP) para o programa Porto Maravilha, de revitalização da Região Portuária:

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– O que permitiu a revitalização dessa área foi a PPP. Aqui não tem dinheiro público, são R$7,5 bilhões de PPP na região. É uma marca de um Rio que reencontra a sua história, que reencontra o seu Centro. Nessas obras de revitalização descobrimos, por exemplo, o Cais da Imperatriz e o Cais do Valongo, que têm a ver com a origem dessa cidade.


O VLT ligará a Região Portuária ao centro financeiro da cidade e ao Aeroporto Santos Dumont. O projeto prevê seis linhas com 42 paradas (incluindo estações na Rodoviária, na Central do Brasil, nas Barcas e no Aeroporto Santos Dumont) distribuídas por 28 Km de vias. O bonde moderno será integrado a metrô, trens, barcas, BRT’s, rede de ônibus convencionais e teleférico do Morro da Providência. O sistema de pagamento inclui a utilização do Bilhete Único Carioca de transporte.


Quando todas as linhas estiverem em operação, a capacidade do sistema chegará a 285 mil passageiros por dia. Cada carro poderá transportar até 415 passageiros e o intervalo entre os VLTs poderá variar entre três e 15 minutos, conforme a linha e horário do dia. A velocidade média prevista para o trânsito do VLT no Rio é de 17 km/hora.


Na manhã desta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes participou, ao lado da presidenta Dilma Rousseff e do governador Sérgio Cabral, do lançamento da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), na Rocinha.


Operação do VLT


O VLT conectará a Região Portuária ao centro financeiro da cidade e ao Aeroporto Santos Dumont. O projeto prevê seis linhas com 42 paradas (quatro delas em estações na Rodoviária, Central do Brasil, Barcas e aeroporto) distribuídas por 28 Km de vias. O bonde moderno será integrado ao Metrô, trens metropolitanos, Barcas, BRT’s, rede de ônibus convencionais, Teleférico da Providência e ao Aeroporto Santos Dumont. O sistema de pagamento inclui a utilização do Bilhete Único Carioca de transporte. Quando todas as linhas estiverem em operação, a capacidade do sistema chegará a 285 mil passageiros por dia. Cada carro poderá transportar até 415 passageiros e o intervalo entre os VLTs poderá variar entre três e 15 minutos, conforme a linha e horário do dia. A velocidade média prevista para o trânsito do VLT no Rio é de 17 km/hora.


Cronograma de obras


O início das obras está previsto para o segundo semestre de 2013. A construção do sistema será dividida em duas etapas. A primeira será a implantação do trecho Vila de Mídia – Santo Cristo – Praça Mauá – Cinelândia, com prazo para conclusão no segundo semestre de 2015. Já a segunda etapa contempla os trechos Central – Barcas, Santo Cristo – América – Central – Candelária, América – Vila de Mídia e Barcas – Santos Dumont, e deve ser concluída no primeiro semestre de 2016.


Tecnologia e segurança


– O VLT do Rio será um dos primeiros do mundo projetado totalmente sem catenárias (cabos para captar energia elétrica em fios suspensos). O abastecimento de energia será feito pelo sistema APS (alimentação pelo solo) durante as paradas por um terceiro trilho, sistema implantado com sucesso em diversas cidades europeias. Na prática, trata-se de um sistema de alimentação de energia pelo solo combinado a um supercapacitor (fonte de energia embarcada).


– Entre os mecanismos de segurança do VLT destaca-se a alimentação de energia pelo solo somente quando o trem está posicionado sobre o terceiro trilho. Outra característica é a presença de três mecanismos de freio: mecânico, motor e de emergência.


– O VLT irá demandar profissionais capacitados para sua condução. O consórcio prevê o treinamento especializado para esses profissionais nas cabines isoladas e climatizadas que têm mecanismos bastante diferentes dos que são usados em outros tipos de transporte de massa.


Trens


Inicialmente serão construídas 5 unidades do VLT, todas na Espanha, pela empresa Alstom, visando atender ao prazo previsto de início da operação. Os demais 27 trens serão construídos no Brasil, a partir de transferência de tecnologia do fornecedor. As primeiras unidades a ser construídas serão essencialmente iguais às que estão em atividade hoje em Bordeaux, na França, contando com tecnologia mais moderna.


Porto Maravilha – Reintegração de 5 milhões de metros quadrados à cidade


Com a operação urbana Porto Maravilha, a Prefeitura do Rio de Janeiro reintegra à cidade 5 milhões de metros quadrados na região que engloba os bairros Saúde, Gamboa e Santo Cristo e parte do Centro, Cidade Nova, Caju e São Cristóvão. A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) é a gestora da operação urbana consorciada, a maior Parceria Público-Privada do País que receberá investimento de R$ 8 bilhões em obras e serviços pelo período de 15 anos, sem uso de recursos do Tesouro Municipal. E para a execução de obras e prestação dos serviços públicos municipais, a prefeitura contratou a Concessionária Porto Novo.


As principais obras são a reconstrução de 700 Km em redes de infraestrutura, construção de mais de 4 Km em túneis, substituição do conjunto Avenida Rodrigues Alves e Elevado da Perimetral pelas novas vias Binário do Porto e Expressa, implantação de três novas estações de tratamento de esgoto, reurbanização de 70 Km em vias e 650 mil m² em calçadas, instalação de 17 Km em ciclovias e plantio de 15 mil árvores. Além das obras de requalificação urbana que modernizam e otimizam a infraestrutura da região, a Porto Novo é responsável ainda pelos serviços de limpeza urbana, manutenção da drenagem pluvial, coleta de lixo, conservação de monumentos e praças, iluminação pública e controle do tráfego de veículos.


A melhoria das condições habitacionais e a atração de novos moradores para a área apontam projeção de salto dos atuais 32 mil para 100 mil em 2020. A reurbanização chega à Região Portuária com nova mobilidade urbana voltada às pessoas, contemplando a eficiência e mantendo o foco no transporte público eficiente e integrado. A introdução do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ao sistema por meio de recursos federais complementados por esta PPP reforça o conceito de reconexão da área à dinâmica do Rio de Janeiro, que vive um de seus melhores momentos.

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Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro

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