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Estado negocia para que prefeitura opere bondes no Rio

Os bondes de Santa Teresa, que deixaram de circular há exatamente dois anos, quando seis pessoas morreram e 50 ficaram feridas no mais grave acidente de sua história, poderão ser transferidos para o controle da prefeitura. O secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, disse que tem conversado com o município para fazer a operação do sistema, que seria interligado ao veículo leve sobre trilhos (VLT) que deverá circular no Centro. O prazo para a reinauguração do principal meio de transporte de Santa Teresa se mantém — julho de 2014 —, mas o novo modelo do bonde ainda não está pronto. Ele está passando por ajustes no visual, e as obras necessárias para a substituição da rede aérea e dos trilhos só começaram este mês.


Para quem mora em Santa Teresa, tão importante quanto o cumprimento do prazo são as condições em que o bonde vai voltar. Desde que o novo modelo foi apresentado pela Casa Civil, em fevereiro de 2012, ele vem sendo questionado pelos moradores. Fechado nas laterais com policarbonato transparente e sem estribos, o veículo também terá sua capacidade reduzida. São 24 assentos — no antigo, viajavam 32 pessoas sentadas e oito em pé.


— O que estão fazendo é um bonde para turistas, que comporta poucas pessoas. Não estão pensando no morador que precisa do transporte para circular no bairro. Agora que o trajeto será mais extenso, os bondes terão uma demanda maior de passageiros. O preço da passagem sequer foi discutido. Esse projeto ainda é uma incógnita — diz Álvaro Braga, diretor da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), que espera a conclusão de um inventário de todos os bondes que circularam no bairro e hoje estão guardados nas oficinas da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), que operava o sistema.


Traçado ganhará 3,3 quilômetros

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Mesmo com a alteração no traçado — que ganhará 3,3 quilômetros entre a estação Silvestre e a Lapa, com a reativação do ramal Francisco Muratori —, o secretário Régis diz que o intervalo entre as viagens será menor, compensando o número menor de assentos:


— Eles (os bondes) vão passar com maior regularidade. Terão menos passageiros, mas a gente ganhará essa diferença na frequência dos bondes.


Para Régis, a segurança dos passageiros é a principal preocupação. Por causa disso, não abre mão de manter o bonde fechado e sem estribos (o que impedirá a viagem de passageiros nas laterais). O secretário também afirma que não haverá atrasos na entrega dos equipamentos.


— Os bondes já estão sendo confeccionados em Três Rios pela TTrans. Estamos fazendo apenas pequenos ajustes no layout — garante ele, que também exige acessibilidade para pessoas com deficiência física.

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