Duplicação de ferrovias são prioridades na região

Investimentos em três modais de transporte e em um dutoviário nos Campos Gerais são considerados essenciais para a redução dos custos logísticos e aumento da competitividade do setor produtivo paranaense. No total, dez novas obras são apontadas por lideranças regionais e estaduais como essenciais na região para os próximos 20 anos, para melhorar a infraestrutura de transportes do Estado. Essas obras foram discutidas durante a realização do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná, composto por vinte instituições representativas da sociedade paranaense, cujos resultados das reuniões servirão de base para a elaboração do Plano Estadual de Logística e Transportes do Paraná – PELT 2035. Em Ponta Grossa o evento ocorreu no último dia 8 no Hotel Slaviero.

Além de demandas já bastante conhecidas (como o Arco Norte de Ponta Grossa, continuidade da BR-153/Transbrasiliana, aeroporto com voos comerciais), algumas novas foram discutidas e serão incluídas neste documento, que futuramente será entregue para representantes do governo estadual e federal. Entre essas necessidades discutidas na região foi incluída a duplicação da BR-373 entre o Trevo do Relógio (junção com a BR-277) e o Trevo Caetano.

“Ponta Grossa teria um eixo de saída da PR-151 até Jaguariaíva duplicada, o trecho entre Ponta Grossa e Apucarana, e de Ponta Grossa saindo para Prudentópolis pela BR-373, todos duplicados; e além do de Ponta Grossa a Curitiba, pela BR-376 e BR-277, que já é duplicado”, declara João Arthur Mohr, conselho de infraestrutura da Fiep e chefe de gabinete da entidade que participa do grupo do Fórum. Assim, somando com a duplicação da PR-151 de Ponta Grossa até Palmeira, incluída no elenco de obras do Proinveste, o município teria duplicada todas as principais rodovias que passam pela cidade.

Outras importantes demandas são das ferrovias. Enquanto o trecho de Maracaju (MS) a Paranaguá, que passa por municípios como Prudentópolis, Irati, Palmeira, entre outros, aguarda a licitação por parte do governo federal, em que deve haver prioridade no trecho entre Curitiba e o porto, há uma demanda regional. Mohr relata obras de melhorias na Central do Paraná (entre Apucarana e Ponta Grossa) e a reativação do trecho entre Jaguariaíva e Ponta Grossa. “Serviria para o carregamento de empresas locais, com possibilidade de papel e celulose desde Arapoti e Jaguariaíva, assim como a Cargill, em Castro, e seria uma oportunidade de movimentação para a DAF Motors e a BRF em Carambeí. Há essa necessidade de um estudo comercial, de ver se tem volume de carga suficiente para que a ALL possa colocar em ação esse ramal”, completa Mohr.

‘Granoduto’ também pode ser incluído nas próximas discussões

Jarbas Goes, diretor de indústria da Acipg, diz que as demandas estão sendo trabalhadas há um longo tempo. “Estamos perdendo investimentos pela falta da parte aeroportuária. E temos que contemplar o desvio (Arco Norte) que ajuda na parte urbana e logística em geral, agiliza o transporte e há ganho fiscal”, diz. Ele também destaca a necessidade ferroviária, e aponta uma outra demanda local, junto às moageiras. “Não foi destacado, mas devemos levar essa proposta em momento oportuno, a construção de um ‘granoduto’ de Ponta Grossa a Paranaguá. Foi um trabalho iniciado com a própria Conab, mas que não foi contemplado ainda pela viabilidade econômica. Mas seria um modal interessante, porque há uma demanda muito grande”, relata.

EXECUÇÃO

Custo das obras supera R$ 12 bi

Para a realização das obras haveria a necessidade de mais de R$ 12 bilhões. Somente a ferrovia entre Maracaju e Paranaguá custaria aproximadamente R$ 10 bilhões. O poliduto mais de R$ 1,5 bilhão e o Arco Norte, por exemplo, R$ 500 milhões. “Seria possível através de PPP’s (parcerias público-privadas), e concessões no caso de rodovias. Se alguma rodovia não tiver fluxo suficiente para obras de PPP, parte viria da cobrança de pedágio e contraprestação do Estado. Para ferrovias está sendo estudando modelo mais viável para que sejam operadas com baixos custos. Mas há interesse de investimentos privados”, diz Mohr.

Fonte:  Jornal da Manhã

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