33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Metrô de SP perde R$ 6 mi por falta de troco e recorre até a igreja por moedas

Em plena crise, com plano de demissão voluntária em
andamento e uma série de entraves para se expandir, o Metrô de SP deixou de
arrecadar R$ 6 milhões somente neste ano devido a descontos na tarifa por falta
de moedas para troco em bilheterias.

Isso representa uma perda de R$ 20 mil por dia para a
empresa ligada ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) nos primeiros dez meses deste
ano.

O total representa 0,4% da arrecadação com venda de
bilhetes. O montante, porém, poderia ser usado para obras pontuais e
substituição de equipamentos –no ano passado, por exemplo, a empresa recebeu um
aporte de R$ 260 milhões do governo do Estado para quitar as contas.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

De acordo com o diretor-financeiro do Metrô, José Carlos
Nascimento, a companhia precisa ter mensalmente R$ 1,2 milhão em moedas para
troco nas bilheterias. O Banco Central, principal fonte delas, forneceu apenas
R$ 250 mil em peças de metal no último mês, R$ 1 milhão a menos do que o
necessário.

PROMOÇÕES

A passagem custa R$ 3,80, mas quase todos os dias
passageiros são surpreendidos com promoções relâmpagos em algumas bilheterias.
Conforme as moedas faltantes, a tarifa cai para R$ 3,75, R$ 3,50 ou até R$ 3
–com limite de um bilhete por usuário.

Para reduzir esse rombo milionário, o metrô atua em uma
série de frentes para arrecadar mais moedas.

Uma delas é a instalação de máquinas que aceitam moedas para
a recarga do Bilhete Único. Há três delas em fase de testes na estação São
Bento, na região central, e a ideia é ao menos uma em cada estação.

A empresa também tem feito parcerias com setores que
acumulam moedas, como o varejo. Uma das últimas cooperações foi com
concessionárias de rodovias, que costumam receber moedas nos pedágios.

O Metrô tem procurado até igrejas para trocar por cédulas as
moedas doadas em missas. “É um trabalho de formiguinha, ir em todos os
pontos arrecadando moedas”, diz o diretor financeiro do Metrô.

‘CATA-MOEDAS’

Além disso, máquinas “cata-moedas” estão
espalhadas por oito estações. Até o fim de outubro, elas arrecadaram 469,5 mil
moedas, mas que somavam só R$ 124 mil.

O vendedor de balas Maer Pinheiro, 25, trocava, na última
terça (1º), as moedas que lucrou na manhã de trabalho. Inseriu as pratinhas, a
máquina contou e emitiu um comprovante: R$ 25,75. Com o papel, ele pode retirar
o valor em cédulas na bilheteria.

“Venho aqui quase todo dia. No começo eu desconfiava,
achava que a máquina estava me roubando, mas um dia eu contei certinho e a
máquina acertou”, diz o vendedor de balas à reportagem.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*