A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras,
ainda não se decidiu sobre a venda em sua fatia na Eldorado Celulose porque
corre o risco de que o retorno obtido com a operação fique abaixo do desejado.
A fundação calculou o valor de sua participação no ativo, em
2016, em R$ 815 milhões, com base nos cálculos do Ministério Público Federal
(MPF). “A Petros ainda está reticente porque pode reconhecer um
prejuízo”, afirmou uma fonte com conhecimento do negócio.
Os acionistas da Eldorado Brasil são J&F Investimentos,
o controlador, FIP Florestal e FIP Olímpia. O FIP Florestal é um fundo de
investimento em participações que possui, entre seus cotistas, os fundos de
pensão Petros e Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica Federal), além da
própria J&F Investimentos. A Petros tem participação de 8,53%, mesmo
percentual da Funcef.
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Na quarta-feira, a Funcef anunciou decisão de exercer o
direito de participar da operação de venda. Segundo fonte, a fundação dos
bancários vai receber algo entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões. Assim, por
possuírem exatamente a mesma fatia da Eldorado, deverão receber os mesmos
valores. Os fundos de pensão pagaram R$ 272 milhões por suas respectivas fatias
no fundo estruturado.
A Petros anunciou recentemente um equacionamento referente
ao déficit de 2015 calculado em R$ 27,7 bilhões ao longo de 18 anos. Em vez de
fazer o saneamento pelo valor mínimo – o resultado negativo em 2015 foi de
pouco mais de R$ 22 bilhões -, optou fazê-lo pelos valores atualizados,
evitando o risco de novos saneamentos. Assim, há um entendimento que este
potencial prejuízo com a venda da fatia no Eldorado já seja contabilizado.
Procurada, a Petros disse que não comenta assuntos estratégicos de investimentos
ou desinvestimentos.
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