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Estrutura de armazém despenca e atinge trabalhador no Porto de Santos

Parte do telhado do Armazém 8 cedeu e bloqueou as linhas
férreas da Margem Direita do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, na noite
deste sábado (25). A estrutura atingiu um trabalhador portuário e dois
veículos. O tráfego de trens precisou ser interrompido.

O acidente ocorreu por volta das 20h em uma das extremidades
da instalação, localizada na confluência da Rua Xavier da Silveira com a
Avenida Conselheiro Nébias, no bairro Paquetá. O armazém localiza-se entre dois
ramais ferroviários, que foram atingidos pelos destroços, e o costado, onde
atracam as embarcações.

Testemunhas informaram que o telhado cedeu atingindo um
carro e uma moto que estavam estacionados na parte interna. Nas proximidades
havia um trabalhador do porto, que foi atingido por alguns destroços, mas
conseguiu escapar ileso ao correr para uma área abrigada próxima.

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Durante a noite, o tráfego de trens na região precisou ser
bloqueado por medida de segurança. Parte do telhado que permanecia na estrutura
aparentava instabilidade e seria avaliado por um engenheiro da Companhia Docas
do Estado de São Paulo (Codesp), a autoridade portuária.

O Armazém 8 é histórico e pertence a um conjunto de
estruturas tombadas pelo patrimônio cultural pela relevância ao Porto de
Santos. Desde agosto 2013 ele foi cedido pela Codesp à Universidade de São
Paulo (USP), que prometeu na ocasião investir na revitalização dele.

Em um comunicado em 2016, a autoridade portuária informava
que a universidade havia aberto licitação para recuperar o telhado do armazém.
O local, desde que foi cedido, é utilizado pelo Instituto Oceanográfico da USP
e as embarcações da universidade ficam atracadas ali.

Em nota, a Codesp confirmou o acidente e disse que toda a
área dos armazéns históricos teve o fornecimento de energia elétrica
interrompido. A estatal ainda informou que a operação de trens no ramal
atingido está suspensa e que o secundário opera com composições em velocidade
reduzida. A empresa também disse que o trabalhador e os veículos não poderiam
estar ali e apura o que aconteceu no local. O G1 não conseguiu contato com a
assessoria de imprensa da USP.

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