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Novo projeto do VLT de Cuiabá exclui trincheira e “enxuga” terminais em Cuiabá e VG

Caso seja retomado, o projeto inacabado do veículo leve
sobre trilhos (VLT), entre Cuiabá e Várzea Grande, será alterado como forma de
enxugar os gastos com a obra, que já custou aos cofres públicos mais de um R$ 1
bilhão. Para isso, o governo do Estado decidiu excluir a trincheira Luiz
Felipe, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, mais conhecida como avenida
do CPA, na capital, e instalar estações mais simples.

As modificações foram anunciadas pelo secretário de Estado
de Cidades (Secid), Wilson Santos, que reafirmou a intenção do governo do
Estado em realizar nova licitação para finalizar o modal. Contudo, segundo
Santos, o Estado ainda não tem o valor definido para a realização desta nova concorrência
pública. “Esse número não temos. A Secretaria de Estado de Cidades está
trabalhando e a ordem do governador Pedro Taques é de que a gente possa dar uma
enxugada no projeto”, disse. “Na Avenida do CPA, próximo a Havan, havia um
projeto de trincheira, mas essa vai ser excluída”, completou.

Em 2013, o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, que vinha
tocando os trabalhos, chegou a dar início à obra de construção da trincheira, o
que causou a interdição parcial da pista e transtornos aos comerciantes e
moradores da região. Até então, a trincheira projetada para ter 300 metros
vinha sendo considerada como essencial para a implantação da via permanente do
VLT na Avenida do CPA.

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Mas, as mudanças não param por aí. Segundo Santos, também
estão previstas mudanças nos terminais. “As estações serão mais simples e vamos
diminuir os gastos com as estações. Estamos dando uma desidratada no projeto
para baratear esse preço final. Quanto vai custar nós não sabemos ainda por que
não temos esse orçamento fechado”, informou.

Conforme Santos, para a operação do sistema a ideia é firmar
parceria pública privada, a chamada PPP. “Então, será um misto. Será feito
licitação para contratação de uma empresa ou de um consórcio para concluir o
VLT, sendo que faltam 45%, e uma parceria pública privada para a operação do
modal e algumas ações de desenvolvimento urbano”, informou.

Escolhida a empresa, serão necessários mais 24 meses para
conclusão dos trabalhos, ou seja, somente em 2020, após as comemorações dos 300
anos de Cuiabá, é que a população cuiabana e a várzea-grandense poderá se
beneficiar no novo modal, previsto incialmente para a Copa do Mundo de 2014.

A intenção do Estado é lançar a licitação já no início de
2018. Porém, ainda existe a possibilidade do Consórcio VLT tentar judicializar
o processo. Em agosto deste ano, o governo rompeu definitivamente as
negociações com o consórcio.

A medida foi tomada após a Operação Descarrilho, deflagrada
pela da Polícia Federal, apontando fraudes na licitação, associação criminosa,
corrupção ativa e passiva, entre outros crimes que teriam ocorridos durante a
escolha do VLT. Antes, o Estado havia acordado o valor R$ 992 milhões para que
a obra fosse concluída.

Mesmo com o rompimento, o Consórcio VLT ainda tem um crédito
de mais de R$ 300 milhões, montante reconhecido pelo Estado e referente a três
medições (setembro, outubro e novembro de 2014). “Essas três medições somadas a
28 reajustes que nunca foram pagos e atualização financeira chegaram em valores
de maio de 2017 a R$ 313 milhões”, frisou.

Pelo projeto inicial, o modal terá dois eixos, Aeroporto-CPA
e Centro-Coxipó, e será implantado no canteiro central das avenidas João Ponce
de Arruda e FEB, em Várzea Grande; XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte
(Prainha), CPA, Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá,
totalizando 22 quilômetros de extensão.

 

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Fonte: FolhaMax

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