A concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô de São
Paulo, motivo da greve dos metroviários nesta quinta-feira, pretende passar
para a iniciativa privada a administração e manutenção dos dois trechos por 20
anos. A empresa que vencer o processo ficará responsável pelas duas linhas. A
5-Lilás (Capão Redondo-Chácara Klabin) está em operação e novas estações devem
ser inauguradas neste ano. Já a linha 17-Ouro (monotrilho) ainda está em obras.
O lance mínimo é de 189,6 milhões de reais, e a estimativa é
de um retorno de 10,8 bilhões de reais. O valor corresponde à soma de receitas
tarifárias de remuneração e não operacionais, como exploração comercial de
espaços livres nas estações, por exemplo. A projeção é de que a demanda na
linha 5-Lilás atinja 850.000 passageiros por dia, e na 17-Ouro, de 200.000
passageiros por dia.
O governo de São Paulo espera que sejam feitos 3 bilhões de
reais em investimentos e reinvestimentos durante o prazo do contrato. Os
metroviários argumentam que houve investimento de muito dinheiro público nas
linhas, e que o processo prevê um retorno baixo ao poder público, o que lesaria
a população.
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A licitação das linhas do Metrô está marcada para sexta-feira,
mas a previsão inicial era de que tivesse ocorrido em julho de 2017. Os atrasos
ocorreram por decisão do governo paulista para fazer ajustes no contrato, e do
Tribunal de Contas do Estado (TCE). O órgão de controle suspendeu o processo em
setembro, após o pedido do deputado estadual Alencar Braga (PT), que alegou
irregularidades no processo, com prejuízo aos cofres públicos.
Linhas
A linha 5-Lilás opera com 10 estações, e terá 17 quando
finalizada. Serão 20 quilômetros de extensão, entre o Capão Redondo e a estação
Chácara Klabin. Haverá integração com as linhas 17-Ouro, 1-Azul e 2-Verde, do
Metrô, além da 9-Esmeralda, da CPTM, já existente. A conclusão das obras foi
inicialmente prevista para 2014, mas houve atrasos.
A 17-Ouro é baseada no sistema de monotrilho, e o trecho em
obras atualmente ligará o bairro do Morumbi ao aeroporto de Congonhas. O
trajeto terá 7,7 quilômetros de extensão e terá 8 estações. A linha estava
prevista para entrar em operação em 2014 para atender aos torcedores na Copa do
Mundo daquele ano. A previsão atual é de que todas estações sejam concluídas
até dezembro de 2019, segundo a Secretaria Estadual dos Transportes.
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milhões; TJ mantém leilão de linhas
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